<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877</id><updated>2011-04-21T16:48:13.632-03:00</updated><title type='text'>Maldito momento</title><subtitle type='html'>Uma singela homenagem a tudo o que dá errado no mundo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-5474023805433444815</id><published>2008-04-26T03:22:00.004-03:00</published><updated>2008-04-26T03:33:55.159-03:00</updated><title type='text'>A tecnologia me odeia</title><content type='html'>Gostaria de poder alegar que não publico nada há séculos porque a vida de mãe me preenche e/ou me consome e não tenho mais tempo para nada. Ou que "amadureci" e que esse negócio de blog é coisa para adolescentes desocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade está muito, muito longe disso. Far, far away mesmo. A verdade, amigos (se é que restou algum leitor aqui), é que a tecnologia me odeia. Quando esta m... migrou para o Google, eu tive que dar um novo endereço de e-mail. E não é que digitei errado? Então, quando tentei acessar novamente, nhécas de blog. E o que é pior: quando você esquece tudo, eles te enviam uma mensagem com seus dados. Para onde? Para o seu e-mail, é claro. Que, no caso, estava errado. Quer dizer, impossível acessar um e-mail que não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, caí naquele círculo. Aquele círculo, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou mestre na arte de ser derrotada pela tecnologia. No trabalho, a catraca nunca consegue ler meu cartão de primeira. Resultado: tomo uma "catracada" nas partes baixas pelo menos 4 vezes por dia. Fora o vexame. E seus coleguinhas passam numa boa e ficam te esperando do outro lado com aquela cara de paciência de quem está dando uma colher de chá para um deficiente ou um idoso. Coisa de louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-5474023805433444815?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/5474023805433444815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=5474023805433444815' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/5474023805433444815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/5474023805433444815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2008/04/tecnologia-me-odeia.html' title='A tecnologia me odeia'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-7701928458667662090</id><published>2008-01-05T17:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-05T17:44:58.226-02:00</updated><title type='text'>It's all about her</title><content type='html'>Gostaria muito de escrever sobre qualquer coisa que não fosse a gravidez e assuntos a ela relacionados. Mas o fato é que, estando grávida, não se produz muito material sobre qualquer coisa que não seja a gravidez. É inevitável, mesmo que você não seja exatamente aquele tipo de mãe que vive para a maternidade.&lt;br /&gt;Primeiro, você não sai mais. Isso quer dizer que não bebe mais, não encontra pessoas, não conhece novas pessoas, não tem mais contato com aquele povo da noite que sempre fornece ótimo material antropológico bizarro.&lt;br /&gt;No meu caso, pelo menos, estar grávida significou trabalhar mais e mais. É como se, nestes 9 meses, você tivesse de compensar as horas em que vai estar fora nos próximos 5 meses. Isso também significa que aquelas idéias brilhantes que eu poderia ter nos momentos de ócio babando no sofá estão fora de questão.&lt;br /&gt;Uma colega tem um filhinho de 1 ano e vejo que toda a mente dela (que é bem inteligente, por sinal) se ocupa com o que é melhor para o filho e com toda a questão da maternidade em si. E eu me encaminho justamente para a direção oposta. Do jeito que as coisas andam, este parto e provavelmente o que vem depois têm tudo para ser uma continuidade do que tem sido minha vida até agora: na base do improviso e meio aos trancos e barrancos.&lt;br /&gt;Vejamos: com 37 semanas de gravidez, o quarto do bebê ainda não está pronto, a mala do hospital ainda não está pronta, as roupas do bebê foram lavadas, mas não passadas, e eu ainda não acionei meu seguro-saúde para saber o reembolso a que tenho direito. Não sei por que, mas tudo me lembra aquela fatídica viagem a Salvador sem mala, sem lenço e sem documento. E gostaria de ressaltar que a viagem não foi um exemplo de sucesso.&lt;br /&gt;Vou sentir falta dos paparicos a que as grávidas parecem ter direito. Incrível como todo mundo te trata bem quando você está grávida, até aquelas pessoas que não gostam de você. Parece que existe algum acordo tácito sobre isso. Talvez porque saibam que a gestação tem pouco a ver com a mãe. Ao contrário, ela é toda voltada para o bebê.&lt;br /&gt;A mãe que se lasque: enjôo, pés inchados, libido no chão, sono, cansaço, dificuldade para andar... Sem contar que o banheiro passa a ser, de longe, o cômodo mais importante da casa. Enquanto isso o bebê fica lá, muito confortável, crescendo, se alimentando, dormindo. Se bem que, no final, tenho a impressão de que não é tão confortável assim, dado que os chutes são bem mais contundentes. Ou o bebê é sádico.&lt;br /&gt;Outra vantagem é que, com o bebê sugando todas as suas parcar energias, você pode terceirizar para o pai 99% das funções domésticas: lavar a louça, fazer comida, pegar um suco na geladeira, buscar apartamento para acomodar a sua mãe... Esse, sim, é o que mais se lasca, porque está na ponta da cadeia: o bebê suga a mãe, a mãe se aproveita do pai e o pai não tem mais em quem se encostar. Pobre pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-7701928458667662090?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/7701928458667662090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=7701928458667662090' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/7701928458667662090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/7701928458667662090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2008/01/its-all-about-her.html' title='It&apos;s all about her'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-988008421839672634</id><published>2007-08-01T13:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T13:54:05.894-03:00</updated><title type='text'>Marketing gravídico</title><content type='html'>Uma pergunta me persegue: como uma mulher, com uso perfeito de todas as suas faculdades mentais, resolve ter o SEGUNDO filho? Sim, porque, tendo conhecimento do que é uma gravidez, só posso creditar o segundo filho a alguma espécie de droga muitíssimo alucinógena.&lt;br /&gt;Aliás, devo dizer que a gravidez tal como se fala dela deve ser resultado do melhor trabalho de marketing ever. Não te contam que você se sente mal o tempo inteiro, que sua pele empipoca toda, que os enjôos são insuportáveis, que sua pressão vai parar no pé, que você não tem vontade de fazer mais nada, que a vida sem álcool é bem sem graça... E ainda tem aquela coisa de as pessoas acharem que sua barriga é de domínio público (vai você ficar brava para ver: vira a bruxa na hora).&lt;br /&gt;Isso é porque só pude apurar até o 4° mês. Me contaram que depois ainda os pés incham, você não consegue dormir por causa do barrigão, aparecem umas manchas na sua cara, uns pêlos em lugares indevidos. Sem contar os gases e ...(urgh!) hemorróidas. Engraçado que você só adquire essas informações DEPOIS que engravida. Antes, jamás!&lt;br /&gt;E mais engraçado ainda é que te contam tudo isso para depois dizer que a gravidez é uma coisa maravilhosa. Prova que quem quer que tenha sido responsável pela campanha de publicidade da gravidez ao longo dos séculos merece lugar de destaque naquele Festival de Cannes. Quem precisa de Nizan Guanaes, Duda Mendonça e cia.? Coisa de louco.&lt;br /&gt;Aí já ouvi dizer que, na verdade, a grande felicidade e mesmo o bebê. E logo em seguida emendam que você nunca mais vai conseguir dormir, que pode dar adeus ao cinema, à literatura, aos amigos que não têm filhos, à balada, às viagens descompromissadas. Sei não, mas talvez ainda descubra que o marketeiro da maternidade é o mesmo da gravidez.&lt;br /&gt;E nem me é permitido dizer "Maldito momento!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-988008421839672634?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/988008421839672634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=988008421839672634' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/988008421839672634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/988008421839672634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2007/08/marketing-gravdico.html' title='Marketing gravídico'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-117055283197870444</id><published>2007-02-03T22:25:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T20:55:15.440-02:00</updated><title type='text'>O Garfield e a Mafalda</title><content type='html'>Tenho uma tese bem pouco aceita a respeito das amizades em geral e das turmas em particular. As amizades se desevolvem como uma parábola, em que o eixo x é o tempo e o eixo y é o grau de assiduidade e intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então funciona assim: você conhece o seu futuro melhor amigo e, tal qual um flerte, quer mostrar o melhor de si. Isso envolve contar suas melhores histórias, ser solícito, rir das piadas do outro. Num segundo momento, se a coisa tiver andamento, você convida o melhor amigo em potencial para a sua casa, arruma a casa para recebê-lo, prepara seu melhor prato e já tem intimidade para ter piadas particulares, aquelas que só vocês dois vão entender - e rir, ainda que silenciosamente. Por fim, quando você vê, o outro está praticamente morando na sua casa e você na dele. Aí vocês já estão configurados como melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, pelas minhas contas, nesses 30 anos, já tive pelo menos 15 melhores amigos. Contando que comecei a ter melhores amigos aos 5 anos, dá uma média de 1,66666666667 ano para cada melhor amigo. É verdade que essa conta não é lá muito verdadeira, já que vários melhores amigos coexistiram no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, em 25 anos, você muda de escola, vai para a faculdade, muda de cidade, termina a faculdade, muda de cidade de novo, arruma um emprego, mais uma mudança de cidade, pede transferência do emprego, muda de Estado, não se adapta, pede transferência de novo, volta para o Estado de origem, novo emprego e ainda outro emprego. Isso sem contar as 21 pessoas diferentes com quem você morou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo significa que você não tem mais tantas afinidades com aqueles seus antigos melhores amigos, que passaram por suas próprias mudanças. Ou pior: não passaram por nenhuma mudança. E de repente você percebe que marcar um programa com aquela pessoa, que antes nem precisava ligar para aparecer na sua casa, se tornou uma obrigação. Ou seja, amizades têm ascensão, apogeu e decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decadência pode ser natural ou triste. Neste ponto, e em quase todos os outros, é muito similar a um relacionamento amoroso. Um e outro exigem atenção e vontade de mostrar o seu melhor lado. Alguns melhores amigos deixam implícito que gostariam de exclusividade. Outros deixam mesmo explícito. A diferença é que a sociedade não costuma te acusar de ser uma vaca por não ser fiel ao seu melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que todos os meus melhores amigos, e alguns que não chegaram a ser melhores amigos, em algum momento de suas trajetórias, me compararam ao Garfield ou à Mafalda. O Garfield é o preguiçoso, comilão, meio mal-humorado, que odeia segundas-feiras, não perdoa a ingenuidade de seu dono nem a alegria descompromissada de seu colega canino. A Mafalda é a menina meio pançudinha, que adora caramelos e odeia sopa (ao contrário de mim), vê o mundo com pessimismo e sarcasmo, mesmo sendo politicamente engajada (e aqui lembro que o engajamento é sempre uma forma de otimismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, uma pessoa que me conhece melhor do que ninguém e pela vida inteira resolveu acabar com essa discussão (que ela não conhecia, ou melhor, que só eu conhecia) e disse que eu era uma mistura do Garfield com a Mafalda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso significa? Que eu sempre fui assim e deveria cobrar &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; do Bill Waterson e do Quino por terem se baseado em um ser ainda não nascido (pelo menos no caso do último) para dar vida a seus personagens? Bom, isso seria de fato muito agradável para mim. No entanto, podemos levantar outras hipóteses. A primeira: meus melhores amigos de todos os tempos evoluíram (tese otimista), enquanto eu continuei sendo um híbrido dos dois personagens cínicos dos quadrinhos. Não quero nem pensar nas demais possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, se você gostaria de ser o melhor amigo de qualquer um dos dois, poderia marcar um encontro comigo. Exceto pelo fato de que, por ora, o posto já está ocupado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-117055283197870444?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/117055283197870444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=117055283197870444' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/117055283197870444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/117055283197870444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2007/02/o-garfield-e-mafalda.html' title='O Garfield e a Mafalda'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-115448993593843703</id><published>2006-08-01T23:48:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T00:38:56.013-03:00</updated><title type='text'>Estranhamento</title><content type='html'>Vamos praticar um pouco de filosofia cotidiana, esse gênero tão odiado por uns (os meus coleguinhas de faculdade) e tão amado por outros (os companheiros de botecão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Heidegger (nunca sei se estou citando o filósofo certo, mas acho que foi esse mesmo) que o estranhamento é a sensação que se produz ao tentar revelar o ser a partir do desvelamento do mundo. Ó só: é o que vc sentiria ao ver uma poltrona plantada no meio de uma floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então funciona assim. Eu, gordinha e sedentária convicta, caí de amores por uma academia de ginástica freqüentada pela elite branca ("Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa", disse  governador de São Paulo, Claudio Lembo, à Folha, após os primeiros ataques do PCC em São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Não posso evitar. Finalmente descobri que só os ricos têm dignidade. Sabe aqueles vestiários em que os chuveiros não têm portas e todo mundo toma banho coletivo, mostrando suas "vergonhas" para todo e qualquer desconhecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, não tem nada disso. Para a elite branca, as duchas são absolutamente individuais, com toalha e sabonete incluídos no preço insalubre da mensalidade. E não é só isso, como já nos ensinou o finado 1406 (o das já clássicas meias Vivarina): a ducha tem um mini closet, ou seja, um espacinho, separado da ducha por uma portinha, e do hostil mundo exterior por outra, que permite que você se troque calmamente sem se molhar e sem jamais expor as banhas aos sarados olhares públicos. Veja bem: nos sanitários, onde só tem a privada mesmo, tem um recipiente de sabonete líquido. Tenho até medo de perguntar por quê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, com toda essa grana e com toda essa dignidade, tenho ido à academia todo santo dia, nem que seja para 15 minutinhos de sauna (seca ou a vapor, diga-se de passagem, de acordo com a vontade do freguês), e abrindo mão de meus programas preferidos, consideravelmente menos custosos e sensivelmente menos dados a tais pudores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ponto inicial, didaticamente. Minha súbita empolgação por um mundo que não é particularmente o meu, causou estranhamento. Isso porque não se percebeu que ali é um lugar onde se pode fazer exercício e continuar sendo preguiçoso. Ou seja: desvelou-se o mundo, mas não se revelou o ser. Ou será diferente? Não se desvelou o mundo, e por isso o ser permaneceu recôndito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso impediu, obviamente, que eu tivesse minhas costas queimadas pelo secador de cabelo de um cabeleireiro assassino num salão da tal elite branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez obviamente, escrevo isso ao voltar da academia, ainda suada, mas acompanhada de uma garrafa de vinho tinto e um maço de cigarros. O que, mais uma vez, mostra que nada prova nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-115448993593843703?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/115448993593843703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=115448993593843703' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/115448993593843703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/115448993593843703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/08/estranhamento.html' title='Estranhamento'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-115240526743255626</id><published>2006-07-08T21:21:00.000-03:00</published><updated>2006-07-14T22:07:32.793-03:00</updated><title type='text'>Presepadas balzaquianas</title><content type='html'>Meus pais sabem descascar laranja como ninguém. É uma coisa. Descascam a fruta numa única tira, sem tirar uma lasquinha e sem deixar um único traço da casca. Eu, que sempre fui péssima nessa arte, achava que bastava ficar adulta para adquirir tão preciosa habilidade. Nada feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completei os afamados 30 anos, tiro de misericórdia na juventude, e fui lá descascar minha laranja, crente que seria perfeito e eu finalmente tiraria uma vantagem da "senioridade" recém-adquirida". Resultado: depois de muita labuta, fiquei com uma laranja toda furada e cheia de restos de casca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ciente de que vou passar a vida sem nem saber descascar laranja, tudo o que me restava era dar a mim mesma um dia de princesa no cabeleireiro. Pintar o cabelo, esconder os fios brancos, fazer as unhas, depilar. Começou bem: os pêlos se foram, as unhas estavam pintadinhas. Experimentei um revolucionário tratamento à base de parafina que prometia deixar seu pé quase como o da Cinderela, capaz de encantar qualquer príncipe e digno de usar um sapatinho de cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de pintar o cabelo. O atendente é praticamente um lutador de boxe, com a mão mais pesada do mundo. Doeu mais do que a depilação. E olha que nem era em prol do bigodinho de Hitler. Finda a sessão do DOPS, lava o cabelo, molha toda a blusa. Mesmo com um princípio de princípio de pneumonia, lembrei que deveria conter meu ímã para contenciosos com prestadores e me calei. Ainda sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. Hidratação no cabelo, que dura por 15 lavagens, segundo me garantiram. Mais água na blusa. Vai para as mãos daquele artista regiamente pago - o cabeleireiro -, que seca seu cabelo e te com cara de Hebe Camargo. Ok, Ok, você pensa. Aí vem a cereja do bolo, porque bolo sem cereja não é bolo. Especialmente se for de aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O digno profissional, ao perceber suas costas molhadas, resolve ser gentil e secar sua blusa com o secador. Muito vento quente para lá e para cá, e você, naquela situação meio "embarrassing", agradecendo insistentemente, um agradecimento que significa "Me larga, pelo amor de Deus!". Nada feito. Seca que seca. Até que o inevitável acontece. Uma dor lancinante nas costas e você sai gritando pelo salão. Pronto, conseguiu. Um grande queimado nas costas que só um secador profissional pode fazer por você. Se tivesse um machado à mão, teria partido a cabeça do sujeito. Na ausência da ferramenta, paguei vultosa soma em dinheiro e me recolhi em minha insignificância. E depois dizem que fazer 30 anos não machuca ninguém. God damn fucking moment!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-115240526743255626?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/115240526743255626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=115240526743255626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/115240526743255626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/115240526743255626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/07/presepadas-balzaquianas.html' title='Presepadas balzaquianas'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114851558072097110</id><published>2006-05-24T20:49:00.000-03:00</published><updated>2006-06-02T21:01:52.316-03:00</updated><title type='text'>Metáforas terapêuticas</title><content type='html'>Com medo de me tornar uma tiazinha maníaca gordota solteirona morando no centro velho de São Paulo num apartamento empoeirado com um gato, resolvi finalmente pagar para ver e procurar um psicólogo. E olha que neste caso pagar para ver está longe de ser uma metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentei meu maior medo - o dos clichês, meus e do psicólogo -, me muni de um gordo talão de cheques e fui. Descobri que a psicologia, assim como a filosofia, vive de metáforas. A diferença básica é que a filosofia tem vergonha das suas e trata de escondê-las sob o tapete, enquanto a psicologia propagandeia as metáforas com rara desenvoltura e grande alarde. E ainda cobra por isso, quero mais uma vez ressaltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ao final da primeira sessão, fui informada que eu estava vivendo ao sabor da correnteza e que eu precisava ser pescada. Por sorte, pensei, meu pai tem mesmo uma loja de materiais de pesca e eu não precisaria de proventos adicionais para comprar vara e anzol e tirar a mim mesma da correnteza. (A essa altura, já deu para ver que, no mínimo, vou ter de fazer nova terapia para me recuperar do trauma de pagar tão caro para curar minhas neuroses. Enfim...). Ainda me restou uma dúvida: seria eu do tipo que se pesca ou vara ou precisaria de uma tarrafa? (Alguém aí sabe o que é isso? Hein, hein? Nada como ter inside information).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda sessão e as metáforas náuticas se mostram mais em voga do que nunca: já que eu vivia ao sabor da correnteza, eu precisaria, claro, ter domínio sobre o leme de minha vida. Eu, que nem dirigir não sei, lembrando que fui reprovada nada menos que quatro (repito: QUA-TRO) vezes no exame da auto-escola, agora teria o ônus de pilotar meu próprio navio. E, neste ponto, a coisa piora, porque eu seria capitão e barco ao mesmo tempo. E um barcão, a julgar pelas minhas proporções continentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o digno profissional declarou, com grande pompa e circunstância, que eu era, na verdade, uma criança birrenta. Nunca pensei que sentiria saudades das metáforas náuticas... Maldito momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito (e no bolso!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer que não sou mais aquela velha presepeira de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da análise, me auto convido para tomar canja na casa de outrem. Para não ficar muito feio, resolvo que é de bom tom levar uma (tá bom, duas, que eu não sou mulher de "ridicar" álcool) garrafa de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto de minha bota de bico fino e salto agulha, me encaminho para uma filial de uma grande, grande rede supermercadista. Primeiro, quase sou atacada por um suposto tarado. Vencido o obstáculo, alcanço o templo consumista. Subindo a rampa, à minha frente está um aleijado/louco/mendigo. Com esforço (!!!!!), ultrapasso o adversário. Só para deixar registrado, já fui ultrapassada por uma mulher de um só pulmão em Campos do Jordão e por um velhinho de bengala em Piracicaba. Oh, my God...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando. Ultrapasso o aleijadinho, que, a cada mancada (aqui, literalmente), esbraveja: rebola e mexe, mexe e rebola... Faço aquela cara levemente intrigada, mas sem dar muita bola, ainda abalada pelo recente quase-ataque do suposto maníaco. Subimos e chegamos, eu e o mendigo/aleijado, ao mercado. Ele pára, me olha, e vaticina: "Nessas boates, agora, você vai, e tá cheio daqueles homens afeminados, que rebolam e mexem mais do que qualquer mulher".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114851558072097110?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114851558072097110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114851558072097110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114851558072097110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114851558072097110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/05/metforas-teraputicas.html' title='Metáforas terapêuticas'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114721678595923444</id><published>2006-05-09T19:27:00.000-03:00</published><updated>2006-05-09T20:33:56.666-03:00</updated><title type='text'>Os prestadores de (des)serviço</title><content type='html'>Apenas um aparte, como nas sessões do glorioso Congresso Nacional: quase que estalo os dedos agora antes de começar a escrever, tamanha a ferrugem, de tanto tempo que faz que não venho aqui. Passei por aquele momento aborrecido de pensar "Qual é a senha mesmo?". Mas me redimi a tempo (da amnésia, não de estalar os dedos, atitude muito "prazeirosa", como dizem por aí) e cá estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, enfim. O que importa aqui é minha relação com os prestadores de serviço. Já sei que vou ser acusada de esnobismo, sentimento de casta e, no limite, até preconceito - o horror dos horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ele, o meu relacionamento com os prestadores de serviço, só pode ser de dois tipos. O primeiro é quando eles me ignoram solenemente. Esse tipo normalmente é reservado a garçons. Funciona assim: vou a um bar lotado com um monte de amigos. Todo mundo faz o seu pedido, com alguma desordem natural, é claro, mas faz. O garçom faz questão de dar a volta no mundo, girar, e, last but not least, sorrir quando vê que já estou afônica de tanto tentar chamar sua atenção. Finalmente vem e anota o que escolho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chega o pedido, mais alguma confusão e todo mundo se ajeita. Aí as possibilidades para mim são imensas: ou a Coca-Cola que eu pedi com gelo e sem limão vem com limão e sem gelo ou eu pedi um prato que não está disponível - informação que só me é dada quando todos já estão com o garfo na mão - ou ainda o pato ao tucupi misteriosamente se transforma numa picanha sangrenta. Não há limites para a criatividade nesse quesito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cena, também por demais usual, é ir sozinha a um bar vazio. Eu me sento e dez garçons ociosos ficam ali, comendo mosca. Eu aceno. Nada. Aceno de novo. Nada de novo. Gesticulo vigorosamente. Nécas. Levanto minha farta bunda da cadeira e vou até o balcão. Os dez garçons se entreolham significativamente - não gosto nem de pensar no que esse significativamente realmente significa - e finalmente, com muita morosidade, um deles vem me atender. E aí toda a cena anterior se repete: o chopp claro vira escuro, o pastel de carne vira coxinha de frango and so on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tipo de desavença é o confronto aberto, que pode ser ilustrado da seguinte forma: você assina uma TV a cabo e opta pelo débito automático. No mês seguinte, os caras te cobram R$ 4 pelo boleto bancário, que você não deveria pagar, já que é débito automático. Você liga para a operadora e avisa. No mês seguinte, a conta vem com os tais R$ 4 descontados e... outros R$ 4 pelo mesmo uso do boleto bancário que você já avisou que estava errado. Você liga de novo e avisa. No mês seguinte, novamente se verifica a bizarrice. Dá-lhe mais telefonema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você ouve da atendente: "É que a sra. não disse que não era mais para cobrar os R$ 4, apenas falou para descontar o do mês anterior". Ninguém me avisou que estou lidando com autômatos. Eu sei, eu sei, reclamar de call center é covardia. No fim, você parte para os impropérios e passa a se conformar com o fato de que vai ter de ligar todo mês por conta dos benditos R$ 4. Afinal, são duas passagens de buzão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supermercado é outra fonte inesgotável de desavenças com essa sociedade secreta. Festinha com os amigos à noite e você, já atrasada, resolve ser simpática levando uma vodka importada e toneladas de frutas tropicais, com a pior das intenções possíveis. Compra esses víveres básicos para a sobrevivência de qualquer espécime humano e se dirige ao caixa, feliz como pinto no lixo. Acontece que a tal da vodka, cara que só ela, possui um sistema anti-furto que mais parece uma bola de presidiário do desenho do Pica-Pau. Passa no caixa, vai tirar o negócio. Ele engancha. Tenta de novo. Nada. O caixa deixa a garrafa de lado e começa a atender o próximo cliente. "E eu?", você pensa, olhando para o relógio, aflita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina de atender o cliente seguinte e parece se lembrar de seu infortúnio. Pega a garrafa e vai até o caixa ao lado. Não consegue arrancar a maldita bolota também. Um suspiro e volta a seu posto. Começa a atender o próximo "freguês". Você morde a bochecha. Passa mais um tempo e está na hora de dar o bom e velho barraco. Grita que grita até que um daqueles moços de patins vem. Tenta arrancar o trambolho da garrafa. Você friamente calcula que, se fizer escândalo alto no meio do supermercado, alguém pode se comover. Do pensamento à ação é um passo. Berra que berra, todos se entreolham. O patinador desiste e vai embora. O terceiro cliente começa a ser atendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, você pensa. Ledo e Ivo engano. Você se dirige ao atendimento ao cliente, exige seu dinheiro de volta, dado que a bebida dos infernos já havia sido cobrada, e mais uma rodada de entreolhares se desenvolve. No meio do escândalo, alguma boa alma anônima tem a feliz idéia de simplesmente pegar outra garrafa na estante. Finalmente o impasse se desfaz e você pode rumar "satisfeita" para o lar, com o líquido precioso. Certo? Não, claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um mês após a presepada, você vai conferir a conta. Descobre, mais uma vez provando que conhecimento não traz felicidade para ninguém, que, na confusão, a bendita vodka foi cobrada duas vezes. São vingativos, os prestadores de serviço. Ave! Maldito momento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114721678595923444?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114721678595923444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114721678595923444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114721678595923444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114721678595923444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/05/os-prestadores-de-desservio.html' title='Os prestadores de (des)serviço'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114539950799837499</id><published>2006-04-18T19:13:00.000-03:00</published><updated>2006-04-18T20:14:03.623-03:00</updated><title type='text'>Teoria da relatividade</title><content type='html'>Ninguém duvida que a profissão ou o trabalho, genericamente, influencia no seu vocabulário, nas suas referências e até mesmo no modo de descrever as situações mais cotidianas. Algumas pessoas, porém, vão além e encontram fórmulas nada ortodoxas para enquadrar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Você namora um engenheiro. Segue o relato do moço a respeito de como funcionam os relacionamentos (nada) amorosos. "O namoro é um gráfico em curva permanentemente descendente. Até que ocorre uma briga e a partir daí a curva sobe loucamente para depois começar a cair de novo. Quando cruza o eixo x, o relacionamento termina". Esse era do tipo que brigava para ter tesão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Você namora um antropólogo. Vocês brigam. Ele te manda um e-mail dizendo que você sofre de um racismo paternalista, que você é niilista e ainda por cima abdicou do pensamento crítico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Um economista descreve para alguém como é comprar um abadá em Salvador no primeiro dia do Carnaval: "Parece o pregão da bolsa";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Você namora um bicho grilo. Um dia diz a ele que não quer sair para beber porque tem de acordar cedo no dia seguinte. Ele responde que você ficou óbvia e que isso é a prova de que vocês não se comunicam mais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu joguei pedra na cruz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114539950799837499?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114539950799837499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114539950799837499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114539950799837499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114539950799837499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/04/teoria-da-relatividade.html' title='Teoria da relatividade'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114324632477028878</id><published>2006-03-24T20:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T21:25:24.786-03:00</updated><title type='text'>Onde está meu precog?</title><content type='html'>Quem já viu Minority Report sabe: existe uma espécie de precog morando dentro de cada um de nós. Algo como um "sensor de presepada". Para quem não viu o filme, os precogs são três supostos paranormais cegos que detectam os crimes antes que ele aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona assim: você chega em casa às vésperas do Natal meio cambaleada depois de incontáveis horas de trabalho num dia quente. Sua pressão está baixa, você se arrasta até o chuveiro, passa 40 minutos sob a água e tudo aponta para a sua cama. Mas você deliberadamente ignora o seu precog interior. Afinal, é véspera de Natal e todos os seus amigos estarão reunidos em um apê a 5 quadras da sua com quantidades animalescas de álcool e uma promessa de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você reúne forças, faz de conta que não sabe de nada, e sai lampeira pela rua com duas garrafas, um saco de cerejas e esperanças de que o precog seja um charlatão. Resultado: um desmaio na frente de um boteco pé-de-chinelo cheio de bêbados, um vinho caro e uma mão quebrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você não aprende a lição. Chega em casa do trabalho mais uma vez com a mesma agonia. Acorda ainda angustiada. O dia exige cautela. Mas não... É claro que não... Você acorda, ainda angustiada, chega no trampo, dá uma merdinha qualquer... Você diz para o indivíduo ao seu lado: "Quando o dia começa quente, termina quente". Maldito momento. Dali para a frente são só dejetos no ventilador, que culminam com uma burrada de proporções homéricas, protagonizada por você mesma, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dito no post anterior, a inação ainda é a melhor atitude. Ou a sabedoria milenar dos niilistas, quod erat demonstrantur.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114324632477028878?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114324632477028878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114324632477028878' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114324632477028878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114324632477028878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/03/onde-est-meu-precog.html' title='Onde está meu precog?'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114228713561246603</id><published>2006-03-13T18:45:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T19:02:32.556-03:00</updated><title type='text'>Pedra, telhado, pedra...</title><content type='html'>Se é verdade que o conhecimento é inimigo da felicidade (se e somente se), então deve também proceder a afirmação de que a sinceridade é a maior inimiga da amizade. Alguém está saindo com Outro e está tudo muito bem, muita diversão e muitos risos... Até que Outro aponta um defeitão de Alguém. Pronto. É o que basta para Alguém esquecer - ou pelo menos minimizar - aquela coisa fofinha que Outro fez e focar só naquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem estou jogando pedra, não. Dependendo do momento, posso ser o Alguém ou o Outro. No final de semana, fui Alguém. Hoje, fui o Outro. Não adianta achar que ser o mais íntimo possível do Alguém ou do Outro vai te dar a liberdade de dizer o que pensa impunemente ou te livrar daquela sensação de ofensa pessoal deliberada. Não. Muito antes pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se eu fosse escrever um livro de auto-ajuda qualquer, diria que o melhor a fazer é não falar nada, não ouvir nada, não ver nada. Seja mudo, cego e surdo. Ou, se você tiver a infelicidade de possuir essas faculdades da visão, da audição e da fala, trate de não usá-las em conjunto com qualquer senso crítico ou personalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiver numa posição que possa te levar a ser o Outro, fique atento. Ouça, leia e sorria. Concorde, se for obrigado a emitir uma opinião. Se colocado em qualquer situação que te leve a ser Alguém, o ofendido, não ouça, não leia. Se tiver estômago, sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114228713561246603?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114228713561246603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114228713561246603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114228713561246603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114228713561246603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/03/pedra-telhado-pedra.html' title='Pedra, telhado, pedra...'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-114013777170035099</id><published>2006-02-16T22:47:00.000-02:00</published><updated>2006-04-18T19:13:33.653-03:00</updated><title type='text'>Mais uma xiboquinha, por favor</title><content type='html'>Eu, que fiquei mudando irracionalmente de profissão/emprego/cidade/amigos, tinha como paradigma máximo de estabilidade ter uma garrafa própria de uísque (uísque mesmo, nada de whiskey) num bar. Era o símbolo inconteste de que você consegue estar em um lugar por tempo suficiente para que o garçom conheça seus gostos e pergunte: "O de sempre?".&lt;br /&gt;Até hoje, quando uma amiga pediu uma xiboquinha no boteco da esquina. E depois pediu mais uma xiboquinha. Nada dessas coisas que já vêm prontas, sabe? Cerveja, vinho, vodka (embora a minha amiga seja expert nos feitiços ocasionados por duas doses de vodka), o próprio uísque ou esses drinks tradicionais, como dry martini, caipirinha ou mojito... Não, tinha que ser algo muito mais específico. Taí: xiboquinha. E meu sonho passou a ser ter uma garrafa de xiboquinha com meu nome no boteco da esquina.&lt;br /&gt;Momento romântico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-114013777170035099?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/114013777170035099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=114013777170035099' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114013777170035099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/114013777170035099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/02/mais-uma-xiboquinha-por-favor.html' title='Mais uma xiboquinha, por favor'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113883284310499707</id><published>2006-02-01T20:18:00.000-02:00</published><updated>2006-02-08T01:34:50.460-02:00</updated><title type='text'>Filosofia aplicada</title><content type='html'>Dizem uns filósofos aí que conhecimento não traz felicidade para ninguém. Na verdade, dizem mesmo que a razão de ser do homem não é ser feliz, justamente porque nos foi dada essa bendita faculdade do conhecimento, que provou ao longo do tempo ser uma espécie de antídoto anti-felicidade (se alguém descobrir aí se o prefixo "anti" requer ou não hífen antes de felicidade, por favor, faça a gentileza de me avisar. Aliás, cadê aquele manual da Folha que eu perdi?).&lt;br /&gt;Pois é, comprovei eu empiricamente a tese. E quem disse que filosofia não tem comprovações empíricas? Passei anos ouvindo as pessoas me perguntanto se eu estudava filosofia pura ou aplicada. Então...&lt;br /&gt;Seguinte: véspera de feriado e descubro que uma certa informação deve ser publicada justamente no feriado. Não pode ser antes nem depois. Confabulações mil e chega-se à terrível conclusão de que a única pessoa que sabe fazer o negócio é esta Lê Bordosa que vos fala. Ou isso ou todos os outros envolvidos souberam propagandear sua ignorância com rara desenvoltura.&lt;br /&gt;Conclusão: meu conhecimento me levou a acordar às 7h no feriado, tomar um buzão e rumar para a firma.&lt;br /&gt;Donde se tira que ou o conhecimento ou a sinceridade são completamente inimigos da felicidade que passar a manha inteira na cama pode proporcionar. A conferir.&lt;br /&gt;Maldito momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contramão, parece que igualmente a felicidade é inimiga do conhecimento. Pois é, nesses anos todos em que passei me arrastando por aí, li, escrevi e entendi tudo e muito mais (acho que entendi e , se não entendi, por favor não me contem). Agora que, sabe-se lá por que cargas d'água ando nesse bom humor insuportável, não sou mais capaz de absorver uma linha. Qualquer literatura me parece artificialmente melancólica. Manda o Proust pegar aquela madalena e... Ôpa! Vamos parar por aqui que este é um blog familiar.&lt;br /&gt;Então é isso, a escolha não é aquela piadinha machista mais velha que andar para trás que dizia que, quando você nasce, Deus pergunta se você quer ser bonita ou inteligente. A alternativa real é ser inteligente ou feliz. Não é, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113883284310499707?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113883284310499707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113883284310499707' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113883284310499707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113883284310499707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/02/filosofia-aplicada.html' title='Filosofia aplicada'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113851550747757508</id><published>2006-01-29T03:46:00.000-02:00</published><updated>2006-01-29T05:35:51.190-02:00</updated><title type='text'>Estética e cosmética</title><content type='html'>Então, gente - estou falando com meus leitores imaginários -, voltei.&lt;br /&gt;O monitor do computador queimou. Hoje, depois de dois longos meses vivendo num jejum virtual, adquiri uma nova e revolucionária (OK, nada revolucionária) tecnologia que me permite voltar a contar as minhas presepadas aqui. Gastei R$ 50 a mais para comprar um monitor prata e preto que combinasse com meu computador. Cheguei em casa e descobri que, na verdade, meu computador é prata e branco, não prata e preto. Senso de observação perfeito. Me senti como aquelas garotas que assistem ao futebol para admirar os coxões dos jogadores, mas que nem sabem o que é impedimento. Aliás, o que é mesmo um impedimento?&lt;br /&gt;E a prova cabal de que estou virando mulherzinha é que, no meio do surto capitalista que vem se abatendo sobre mim, me peguei comprando uma cortina com muitos e muitos corações rosas. Tudo sem a menor culpa: o monitor para (supostamente) combinar com o computador, a cortina mais fútil de todos os tempos... O pior é que nem sinto culpa por não sentir culpa. Tenho apenas uma metaculpa: me sinto meio culpada por não sentir a menor culpa de não me sentir culpada. Got it?&lt;br /&gt;A despeito, ando num bom humor insuportável. O cúmulo foi minha grande empolgação ao ver as luzinhas do Vegas batendo no gesso branco. Um absurdo, um absurdo... A conclusão é que agora, além de passar por esse longo e irreversível processo de emburrecimento, parece que ando nesse movimento de "embobecimento"...&lt;br /&gt;Enfim, digo tudo isso porque não dá para contar os malditos momentos do final de ano, esse retorno de saturno em que todos os ex-namorados de todas as encarnações resolvem que seria uma boa idéia te atormentar com os fantasmas dos natais passados. O intervalo entre a véspera do natal e véspera do ano novo foi num crescendo que começou com uma mão quebrada e terminou numa morte. Só sei que me abalei até Santana atrás de uma benzedeira. Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113851550747757508?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113851550747757508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113851550747757508' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113851550747757508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113851550747757508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2006/01/esttica-e-cosmtica.html' title='Estética e cosmética'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113502749290026985</id><published>2005-12-19T19:00:00.000-02:00</published><updated>2005-12-19T19:27:40.000-02:00</updated><title type='text'>One more caipirinha, please!</title><content type='html'>Essa coisa de ócio criativo funciona mais ao contrário. Quero dizer, nem todo ócio é criativo, mas a escravidão trabalhista certamente bloqueia a "verve literária", digamos assim. Isso e o fato de que meu monitor queimou vêm impedindo sobremaneira a publicação de novas postagens.&lt;br /&gt;Não faltam malditos momentos sobre os quais dissertar: um final de semana no Rio que envolveu amizade inusitada e relâmpago com negões ameircanos estilo Alabama, noite na Mangueira me emocionando com minha própria vida ao som da bateria e até uma bunda de fora. Não vou dar detalhes nem dizer de quem. Fica aberto para a imaginação de quem se der ao trabalho. Teve também um coral amador de tiazinhas num bar do Bixiga que bem merecia entrar para os anais. Desta vez sem trocadilhos.&lt;br /&gt;Como nem tudo no mundo é maldito momento, também teve um bendito momento no meio de toda essa gaiola das loucas: um domingão de sol na piscina de um hotel na Av. Atlântica, no 30º andar, com vista para a praia de Copacabana, devidamente separada dos populares lá fora por um enorme vidro. Drinks coloridos, pança branca de fora (a minha e a dos gringos à minha volta). Me senti muito turista americana "gozando férias" (sempre achei essa expressão muito adequada para expressar o que sinto nas férias) num país tropical subdesenvolvido. Faltou juntar com um dos negões Alabama da noite anterior. Eita!&lt;br /&gt;Hoje não tem dor no peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113502749290026985?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113502749290026985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113502749290026985' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113502749290026985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113502749290026985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/12/one-more-caipirinha-please.html' title='One more caipirinha, please!'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113227609880468229</id><published>2005-11-17T22:50:00.000-02:00</published><updated>2005-11-17T23:08:18.816-02:00</updated><title type='text'>Engraçadinha?</title><content type='html'>Um dos presentes que dou a mim mesma quando acontece uma presepada de razoável magintude na minha vida é mudar o cabelo. Tanto que uma amiga, aquela gloriosa eterna contribuinte do blog (olha o All This Jazz aí do lado...), sonhou que a Gisele Bündchen nos dava conselhos de beleza (e olha que eu tô bem precisando). Pois bem, e o que a top model me dizia era que eu deveria pintar o cabelo de chocolate. Chocolate, vejam bem... O pior é que comecei a pensar nisso com alguma seriedade... Afinal, não se pode descartar um conselho da Gisele assim. Mesmo que seja onírico.&lt;br /&gt;Vivo num universo onde ser estranho é legal: o cara é feio, acneico, não tem bunda, tem um cabelo ensebado. Mas bota lá uma calça jeans fashion, uns óculos maiores do que a cara, passa pomada e sai todo pimpão por aí. E tá cheio de gente que compra a história. O que prova que o Baú da Felicidade não é a única ilusão de sucesso perene na humanidade.&lt;br /&gt;Ainda não sei bem qual é a relação entre aquele primeiro parágrafo e este segundo, mas deve haver alguma. Meu palpite é que, se eu pintar o cabelo de chocolate, posso ficar estranha e todo mundo vai achar que sou cool. Nada de aprender alemão, grego clássico, entender a estética transcendental kantiana, analisar se a empresa está sendo negociada a múltiplos muito altos, fazer uma análise fundamentalista. Basta uma tinta chocolate. O mundo é muito mais descomplicado do que a gente pensa, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113227609880468229?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113227609880468229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113227609880468229' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113227609880468229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113227609880468229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/11/engraadinha.html' title='Engraçadinha?'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113115359951982183</id><published>2005-11-04T22:53:00.000-02:00</published><updated>2005-11-04T23:30:38.386-02:00</updated><title type='text'>Produção caseira</title><content type='html'>Ficar em casa na sexta-feira à noite com uma amiga presepeira e devidas quantidades de álcool (de minha parte, já que minha amiga é uma "natural born" presepeira) pode render reflexões de rara profundidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A caspa acabou? É o fim de uma era? Desenvolvemos a tese, perfeitamente plausível, de que a caspa foi algum tipo de somatização de problemas que, de alguma forma, cessaram de existir na década de 90. Eu e ela tivemos caspa e amigos e/ou conhecidos com caspa, mas tudo isso até os 16 anos. Resta saber qual foi o catalisador para o fim de tão "disgusting" moléstia: o plano Real? O bug do milênio? O fim da hiperinflação? A decadência do Neutrox? O desenvolvimento das fórmulas revolucionárias dos xampus? O fato é que ninguém mais tem caspa, o que nos dá um grande alento nesses tempos de gripe aviária e outros "quetais";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O Brasil só dá certo na França? Você vê um show do Seu Jorge e do Jorge Ben (a pergunta é: chamar o Jorge Ben de Jorge Ben, e não de Jorge Ben Jor, denuncia a idade?) na França e eles estão chiquérrimos. O Fernando Henrique, o João Gilberto, Gilberto Gil, o Lula, todo esse povo fica tão bem quando anunciado com sotaque francês... O Favela Chic em Paris é definitivamente o bar de música brasileira mais animado que há. Só um detalhe: fica na França... Do mesmo modo como o positivismo francês só colou aqui. Ai, ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- A comprovação empírica do fim da classe média: fomos, eu e a amiga em questão procurar uma academia - essas mesmo, de ginástica e musculação. Descobrimos que só existem academias absolutamente tosconas ou aquelas inatingíveis. Depois de passar sucessivamente por prostíbulos e casas de sinucas, alcançamos uma academia: público pagante eminentemente masculino bombadão. Eu tinha certeza de que o Rambo ia surgir dali com sua roupa camuflada a qualquer instante. No outro extremo, entramos numa catacumba milimetricamente limpa, com um professor por aluno (nenhum dos quais presentes), com mensalidade de R$ 800 (isso mesmo, oi-to-cen-tos reais) por mês, por duas aulas por semana. A pergunta que não quer calar: cadê a academia razoável de cenzão por mês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas profundas cápsulas de sabedoria foram escritas em parceria com a autora do &lt;a href="http://allthisjazz.blig.ig.com.br"&gt;All This Jazz&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113115359951982183?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113115359951982183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113115359951982183' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113115359951982183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113115359951982183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/11/produo-caseira.html' title='Produção caseira'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-113096492939097891</id><published>2005-11-02T18:12:00.000-02:00</published><updated>2005-11-02T18:55:29.470-02:00</updated><title type='text'>Everlasting Salvador</title><content type='html'>Repórter toscona de um grande jornal (porém não menos toscão), ganhei um jabá para o Carnaval em Salvador, devidamente patrocinado por uma grande fábrica do setor tabagista. Tudo acertado, o vôo a mim destinado era pela manhã, bem cedo.&lt;br /&gt;Feliz da vida com minha boa fortuna, resolvi comemorar a última noite antes da partida com meu então namorado presepeiro. Fomos de bar em bar por aí. Lá pelas 3h, chego à conclusão de que seria prudente ir para casa arrumar a mala. Só mais uma cerveja, vai... 4h... É melhor ir para casa... 5h... Ôpa! Não vai mais dar tempo...&lt;br /&gt;Do alto da minha lógica alcoolizada, resolvo por bem que é perfeitamente aceitável ir para Salvador sem mala. Penso comigo: "Bom, durmo desnuda e compro umas roupinhas por lá". Não podia dar certo, é claro.&lt;br /&gt;Ao chegar no hotel, descubro que o jabá não era exatamente aquilo que havia sido prometido: eu teria de dividir o quarto com uma perfeita desconhecida. Eu, ainda que meio bêbada, consegui refletir que meu plano de dormir pelada estava seriamente comprometido.&lt;br /&gt;Sem outras alternativas, conto à companheira de quarto a minha má sorte e aviso que, embora passando boa parte do tempo sem roupa dentro do quarto, isso não significava nada além do fato de que eu realmente não tinha o que vestir.&lt;br /&gt;Bom, parto para o projeto "vamos às compras". E... Descubro que tudo, absolutamente tudo fecha no Carnaval em Salvador. Aquela definitivamente não é uma cidade capitalista: shoppings fechados, todas as comércio de rua fechado. Minha mente gerou um grande ponto de interrogação.&lt;br /&gt;O jeito foi comprar umas calcinhas 3 R$ 10 na farmácia, umas partes de baixo na loja do hotel e usava o abadá fornecido pelo jabá. Mendigona total. O bom é que não tive de fazer pose para ninguém, não é? E ainda quase ganhei umas esmolas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-113096492939097891?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/113096492939097891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=113096492939097891' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113096492939097891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/113096492939097891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/11/everlasting-salvador.html' title='Everlasting Salvador'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112883650203529092</id><published>2005-10-09T02:00:00.000-03:00</published><updated>2005-10-09T02:41:42.043-03:00</updated><title type='text'>Só acontece com...</title><content type='html'>Uma amiga de uma amiga - que me é altamente simpática, mas com quem não tenho muita intimidade - me disse, no alto da bebedeira, que gosta muito de mim (no melhor estilo "te curto pacas") e que gostaria de contar todas as suas histórias para mim e de ouvir as minhas. Eu tenho sempre essa sensação de que sou pára-raio de gente confessional, esse povo que quer contar seu segredo e, principalmente, ouvir os seus. Juro que faço de tudo para evitar esse tipo de comportamento: não pergunto nada, conto apenas amenidades (como neste blog, parcialmente fictício) e me esforço veementemente para nunca dizer nada minimamente profundo. Ainda assim, meu "currículo" é sempre capaz de me colocar em situações potencialmente constrangedoras. Assim, existem coisas que só acontecem com uma (ex) estudante de filosofia. Por exemplo, vc conhece alguém e a pessoa logo fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- "Puxa, vc estuda filosofia. Eu, se não tivesse feito direito/medicina/jornalismo/corte-e-costura, queria ter estudado filosofia. Vc não pode me dar umas aulinhas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- "Puxa, vc estuda Kant/Schopenhauer/Platão/Espinosa (ou qualquer filósofo, acreditem). Não dá para vc me explicar Kant/Schopenhauer/Platão/Espinosa em 20 minutos?" A minha pergunta é: alguém já viu alguém chegar para um ginecologista e pedir para ele explicar a genitália feminina em 20 minutos? Ou para um advogado dar uma "aulinha rápida" sobre o novo Código Civil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- "Nossa, vc estuda filosofia! Que viagem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- "Nossa, o povo da filosofia é muito louco, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- "Pô, o que vc acha da democracia/do governo Lula/do governo FHC/da Marilena Chauí/da entrevista do Derrida na GloboNews/do Mundo de Sofia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- "Os seus pais te deixaram fazer filosofia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- "Como é o mercado de trabalho para os filósofos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- "Para que serve filosofia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Outras reflexões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 - Vc sai no sábado de manhã para buscar um livro encomendado na livraria. Volta com o livro e quatro sapatos (incluindo dois daqueles que servem para matar barata no canto da parede). O que isso significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Por que um gordo, quando o corta o cabelo meio curto, fica parecendo um bujão de gás com saiote?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Por que um gay, num bar igualmente gay, usa celular na cintura, calça de cintura alta com pregas e blusa para dentro da calça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- O seu cabeleireiro conta que emagreceu 40 kg para se livrar do estigma de "velho gordo". Logo descobriu que passou a ser chamado de "velho magro". Descobriu que velho não é adjetivo, mas substantivo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Por que as pessoas saem voluntariamente das suas cidades para morar em outras e querem encontrar as mesmas coisas que tinham na cidade de origem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Por que um determinado apresentador de telejornal fica fazendo caras e bocas na TV, como se estivesse jogando charme para si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais do mesmo: ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112883650203529092?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112883650203529092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112883650203529092' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112883650203529092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112883650203529092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/10/s-acontece-com.html' title='Só acontece com...'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112803277931983842</id><published>2005-09-29T18:56:00.000-03:00</published><updated>2005-10-02T09:46:57.626-03:00</updated><title type='text'>(Des)Equilíbrio universal</title><content type='html'>Diz Leibniz, aquele filósofo alemão, que vivemos no melhor dos mundos possíveis, o que obviamente já rendeu o monte de críticas que alguns conhecem e outros bem podem imaginar. Voltaire, por exemplo, escreveu um livrinho, o Cândido, só para sacanear a tese: o professor Pangloss era um leibniziano de mão cheia que se dava mal de forma irracional e ficava justificando a própria desgraça para si mesmo (o que é exatamente o contrário da prática comum dos dias de hoje de se emocionar com a própria vida).&lt;br /&gt;Mas enfim, a teoria do tal filósofo, se bem me lembro - e é bem possível que eu não me lembre mais, já que estou passando por um processo visível de emburrecimento -, dizia que as tragédias ocorrem para manter o equilíbrio do universo. Quer dizer, como vivemos no melhor dos mundos possíveis, cada acontecimento trágico é absolutamente necessário para manter a harmonia do conjunto. É muita história da carochinha, né?&lt;br /&gt;Pois é, o fato é que, como vcs podem ver pela ausência prolongada de posts, minha vida andava oscilando entre o marasmo e uma ou outra notícia boa: não engordei mais (tb não emagreci, é verdade), o trabalho estava OK, as pendências familiares parecem se encaminhar para algum tipo de desfecho (seja lá qual for)... Enfim, nada de mais, nada de menos.&lt;br /&gt;Até que houve um acontecimento realmente bacana, um ponto fora da curva: uma oferta de trabalho muito atrativa, digamos. Pontos fora da curva me assustam, porque sei que, para manter o equilíbrio do meu microcosmo, será preciso haver um outro ponto fora da curva, no sentido oposto.&lt;br /&gt;E ele sempre vem, da maneira mais humilhante possível. Saindo da casa de um amigo, acompanhada do tal amigo, descendo uma ladeirinha nada amigável, viro o pé e... plam, plam, plam! Foram duas cambalhotas ladeira abaixo. Resultado: um ferimento na mão, joelhos esfolados, um roxo na coxa e um pé torcido. Fora o orgulho, que está lá caído até hoje, e o trauma, que faz com que eu agora me arraste por aí como uma velha com um andador imaginário. Será que isso é suficiente para restabelecer a ordem cósmica?&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, apenas duas considerações desconexas: por que Schopenhauer é sempre um box numa matéria sobre Nietzsche? Outra coisa: vi na TV esses dias alguém chamar alguém de sacripanta. Sacripanta! Vou lançar um movimento de resgate dessa palavra. Pela valorização do sacripanta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112803277931983842?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112803277931983842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112803277931983842' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112803277931983842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112803277931983842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/09/desequilbrio-universal.html' title='(Des)Equilíbrio universal'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112535281937041103</id><published>2005-08-29T18:32:00.000-03:00</published><updated>2005-10-02T09:59:38.173-03:00</updated><title type='text'>Tosquice ltda.</title><content type='html'>Eu, que andava reclamando da falta de malditos momentos, finalmente arranjei um. Como dizem por aí, cuidado com o que vc deseja...&lt;br /&gt;A presepada: minha mãe é fissurada numa cidadezinha de 5.000 habitantes, aqui ficticiamente chamada Oliveiras (vamos presevar os gloriosos moradores do local). A tal cidade supostamente foi fundada por meus antepassados, daí a fascinação da minha genitora. Ela acha tudo lindo: as construções, o povo (gentil e esperto, segundo ela), o cemitério etc. e tal (não tem mais nada. Coloquei o etc. só porque não tinha mais nada a dizer).&lt;br /&gt;Enfim, no final de semana ela arrumou uma outra véia que faz excursão para a bendita cidade (!!!!) e meu sobrinho se empolgou e resolveu acompanhar. Eu achei a coisa bonitinha e me ofereci para ir junto. Maldito momento.&lt;br /&gt;Às 7h da manhã do domingão estaciona na porta da casa dos meus pais uma van. Subimos eu, minha mãe e meu sobrinho. O placar geral foi: 13 véios, eu, o motorista e meu sobrinho. Logo descobri que havia pelo menos umas quatro pessoas a mais do que a van poderia transportar com o MÍNIMO de conforto. Aperto, aperto. Quando o sol começou a pegar, fiz três novas descobertas: os vidros não tinham cortina, a van não tinha ar-condicionado e os dois velhos sentados na minha frente fediam deveras. Um deles, inclusive, trazia pendurada na camiseta uma etiqueta E N O R M E com o preço da dita cuja (R$ 14,50, a quem interessar possa). Detalhe: a camisa do cara estava I M U N D A!!!! Como pode?&lt;br /&gt;Mas, como tudo sempre pode ficar pior, o passeio incluía uma parada no meio do caminho para assistir à missa. Isso resultou num prolongamento de duas horas até a chegada ao destino final, além de ser minha primeira missa em sei lá quantos séculos. A propósito: o sermão do padre tratou de... sexo!!!! Alguém algum dia vai ter que me explicar por que as religiões se preocupam tanto com esse assunto. Acho isso meio doentio.&lt;br /&gt;Por fim nos encaminhamos para Oliveiras, seis horas e meia depois de deixar minha cama quentinha. Na entrada da cidade, um congestionamento imenso. Vejam bem: congestionamento numa cidade de 5.000 habitantes. Começo a suspeitar que há algo muito errado no reino da Dinamarca. Enquanto isso, calor, aperto e meus pés inchando de forma irracional.&lt;br /&gt;Acabei sendo informada que havia uma festa de peão na cidade, uma espécie de festa de Barretos Z. Meu medo aumenta em proporção direta ao inchaço dos meus pés. Quarenta minutos presos no trânsito oliveirense e finalmente "desembarcamos". Olho para um lado: um monte de gente realmente feia. Para o outro: a galera medonha e uma música realmente ruim no último volume.&lt;br /&gt;Eu já praticamente não podia andar, mas fui me arrastando e desviando dos bêbados/mendigos que acharam por bem dormir no meio da rua. Almoçamos, enrolamos um pouco e tocamos de volta. Muito mais calor, o mesmo aperto e os mesmos véios fedidos.&lt;br /&gt;De volta à casa dos meus pais, decido voltar para São Paulo do jeito que estava e deixar para tomar banho aqui. Como o azar não tem limites, ao meu lado se senta o homem mais bonito de que eu tive notícia nos últimos 19 anos (me lembro de ter um visto um outro deus desses quando eu contava 10 anos, mas pode ser que tenha sido sonho). E eu suja, desgrenhada, manquitola e com um humor do cão. Ainda soltei uma piadinha, mas depois apaguei as luzes e me encolhi.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112535281937041103?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112535281937041103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112535281937041103' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112535281937041103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112535281937041103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/tosquice-ltda.html' title='Tosquice ltda.'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112497729836980736</id><published>2005-08-25T10:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-25T16:08:13.466-03:00</updated><title type='text'>À flor da pele</title><content type='html'>Num país assolado pela corrupção (sempre quis usar essa construção: "num país assolado por alguma coisa". Pode ser guerras tribais, epidemias, enchentes, conflitos civis etc.), só se falava de uma coisa ontem: a história da velhinha de Copacabana que passou dois anos filmando os traficantes da vizinhança e que acabou levando à prisão 22 perigosos meliantes. Os telejornais dedicaram 70% do seu tempo à barafunda política, 10% às notícias esportivas, 10% a uma matéria sobre a importância da gravata (!!!!!) e outros 10% à história da velhinha alcagüeta. Pois as pessoas que estavam à minha volta deixaram a TV ligada, foram cumprir seus afazeres domésticos enquanto o noticiário mostrava o governo se afundando no mar de lama (também gosto muito desse clichê), e só se postaram em frente ao aparelho quando começou a história da velhinha.&lt;br /&gt;Qual a conclusão que se pode tirar disso? Bom, imagino que existam muitas conclusões possíveis e talvez até surja uma tese sobre o assunto. Como eu aparentemente não sou mais uma acadêmica, vou deixar aqui a minha conclusão toscona, que vem a ser a seguinte: política, economia ou qualquer outro assunto macro não tem a menor importância na vida das pessoas. O que elas querem mesmo é se emocionar, seja com a sua própria vida ou com a alheia. O tema já foi assunto de milhares de conversas com meus amigos e tratado num &lt;a href="http://kuaio.blogspot.com"&gt;blog amigo&lt;/a&gt;. Até a eleição do presidente prova a minha tese: enquanto se usou, nas três campanhas anteriores, o mote do líder trabalhista defensor das classes oprimidas, ninguém deu a menor bola. Na última campanha, perceberam que a emoção é que manda. E dá-lhe imagem do retirante paupérrimo que, apesar de todos os milhares de percalços aparentemente insuperáveis, chegou lá - onde quer que seja esse lá. E assim foi com a menina burga e loirinha que ajudou a matar os pais, com o casalzinho adolescente assassinado em Embu, com a mulher que raptou crianças e as criou como seus filhos, com o faxineiro do aeroporto que encontrou uma puta grana e a devolveu para o gringo rico, com a menina vietnamita fotografada correndo com o corpo todo queimado.&lt;br /&gt;Enfim, eu sempre quis fazer uma única coisa que me rendesse um meio de subsistência independente do trabalho. Sei lá, compor uma música de sucesso internacional e perene, tipo Feelings, inventar um produto revolucionário como o Postit ou qualquer coisa do gênero. Agora, porém, estou pensando seriamente em realizar algo que emocione a humanidade. O problema é que não descobri ainda como fazer isso sem matar, roubar, seqüestrar ou levar um balde de napalm na cabeça. Outro ponto é como transformar essa dose de sentimentalismo solidário em bufunfa. O Gerson Brenner e o Herbert Viana, que eu saiba, só ficaram mais pobres com os seus desastres.&lt;br /&gt;A solução, parece, é transformar a sua história comovente, e a dos seus pais (pobrezinhos, se possível), num filme. Algo como "3 filhas de Olga". Mas isso não seria original, seria? É o amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, desconsiderem o post abaixo. Ele foi escrito num estado de, digamos, alteração mental. Só não apaguei porque temos de assumir as m... que fazemos, não? Tá, na verdade não foi por isso que não apaguei. É que ele "gerou polêmica" e eu acabei achando engraçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112497729836980736?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112497729836980736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112497729836980736' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112497729836980736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112497729836980736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/flor-da-pele.html' title='À flor da pele'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112408760514621017</id><published>2005-08-15T03:26:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T19:14:26.346-03:00</updated><title type='text'>Voilá</title><content type='html'>Hoje li numa reportagem qualquer que existe uma colônia crescente de indianos no Brasil. Ou melhor, que o "indian way of life" está aumentando no país. E a matéria era meio sem pé nem cabeça. Algo como "Não comemos carne. E a comunidade indiana está crescendo". Então tá. Nada contra. Só que resolvi, estimulada por alguma amiga de uma amiga (juro que, quando souber quem é, darei o crédito), encampar a luta pela valorização e popularização da champanhe.&lt;br /&gt;É uma luta, né? Não podem me acusar de não ser engajada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112408760514621017?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112408760514621017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112408760514621017' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112408760514621017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112408760514621017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/voil.html' title='Voilá'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112399243899893065</id><published>2005-08-14T00:52:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T01:31:51.660-03:00</updated><title type='text'>E eu ainda nas aulinhas de inglês</title><content type='html'>Todo mundo que já fez algum curso de idiomas sabe: em algum maldito momento, ou em muitos, vc vai ser obrigado a contar um episódio da sua vida nos inevitáveis exercícios em dupla. Então, pensava eu, se o objetivo era praticar a língua e não fazer terapia em grupo, o melhor era inventar. E foi assim que meus coleguinhas das aulinhas de inglês passaram a "saber" que:&lt;br /&gt;1- eu tive uma interessantíssima infância na Finlândia;&lt;br /&gt;2- meu pai criava um tigre no quintal;&lt;br /&gt;3- eu estava noiva de um trapezista;&lt;br /&gt;4- o idioma corrente na minha casa era o mandarim;&lt;br /&gt;5- eu havia sido convidada para cantar num cassino em Bariloche;&lt;br /&gt;6- o papagaio da minha casa era médium (só um aparte: o papagaio existia mesmo).&lt;br /&gt;O fato é que eu meio que imaginava que todo mundo fazia o mesmo. Caso contrário, só aprenderíamos a falar "minha mãe é dona-de-casa" ou "eu nasci em São Paulo" em diversos idiomas. Para minha surpresa, no entanto, os coleguinhas vinham repercutir minha "excitante" vida no intervalo das aulas. E agora, José? Depois não sabem como os políticos conseguem enganar tanta gente por tanto tempo...&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;br /&gt;................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para constar: sempre quis encaixar a palavra concupiscência numa conversa informal. Apesar de me parecer bem atual, principalmente no que diz respeito ao desejo dos bens materiais, mais do que os carnais (o sexo anda em baixa ultimamente, parece), ainda não consegui a frase perfeita. Alguém tem sugestões?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112399243899893065?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112399243899893065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112399243899893065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112399243899893065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112399243899893065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/e-eu-ainda-nas-aulinhas-de-ingls.html' title='E eu ainda nas aulinhas de inglês'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112380401051083250</id><published>2005-08-11T20:35:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T19:15:38.613-03:00</updated><title type='text'>Paradoxo etílico</title><content type='html'>Li no &lt;a href="http://glorioso.blospot.com"&gt;blog de um conhecido &lt;/a&gt;que ele tem suas melhores idéias enquanto caminha. Logo, se caminhasse mais, ficaria mais inteligente, além de se livrar de uns quilinhos. Ele é feliz, pois pode tirar uma conclusão lógica perfeitamente factível. Eu, por outro lado, acredito elaborar minhas mais sofisticadas teorias e frases na mesa do bar. O problema é que, com o álcool, não me lembro delas depois. Então, em tese, se eu bebesse mais, teorizaria melhor. Isso de nada adiantaria, é claro, porque toda minha sabedoria estaria sepultada ali mesmo. Se bebesse menos, não chegaria nem mesmo a tecer pensamento nenhum.&lt;br /&gt;É lógico que o mais provável é que minhas teses etílicas não sejam nada boas nem minimamente coerentes e que tudo seja um mero papo de bêbado. O único jeito de tirar a dúvida seria levar um gravador ou incumbir algum amigo abstêmio de tomar notas do que foi dito. O amigo tem a vantagem de ainda poder fazer um julgamento razoavelmente imparcial das tais teorias. Não muito imparcial, é verdade, afinal ele é seu amigo. Mas isso tiraria toda a graça da coisa, não? E no final só nos resta a frase do Gerald Thomas: nada prova nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112380401051083250?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112380401051083250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112380401051083250' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112380401051083250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112380401051083250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/paradoxo-etlico.html' title='Paradoxo etílico'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112365549749225248</id><published>2005-08-10T02:41:00.000-03:00</published><updated>2005-08-12T08:03:32.266-03:00</updated><title type='text'>Composição</title><content type='html'>Andam reclamando que eu tô muito desleixada com o blog. O problema é aquele que ocorre com quase todo mundo que se mete nessa presepada: vc faz os amigos rirem das suas histórias na mesa do bar e começa a pensar... "Se eu colocasse tudo isso no papel (tá, aqui não tem papel, mas vcs entenderam), ia ficar bonitinho..." Aí, quando começa a escrever, descobre que na verdade só havia meia dúzia de histórias que vêm sendo repetidas para amigos diferentes desde a mais tenra adolescência. Daí a importância de fazer amigos novos, caso contrário os seus velhos amigos vão perceber aquilo que todos secretamente temem: que vc é uma fraude.&lt;br /&gt;O fato é que a cada ano, mais ou menos, vc acrescenta um maldito momento novo. Assim, quando eu estiver com 70 anos, vou ter mais ou menos umas 55 historinhas para contar, levando em consideração que elas devem ter começado quando eu tinha uns 15 anos. Resumindo: vc não é uma escritora nem uma boa contadora de história, apenas uma semi-bebum (estou dando um crédito para mim mesma) que usa a bizarrice para tomar mais um chopp.&lt;br /&gt;Enfim, o que eu queria dizer é que preciso externar para uma leitora deste blog (a mais assídua comentarista e crítica de plantão) o quanto gosto dela. Lembrei daquelas composições escolares em que a gente tinha de falar sobre as "minhas férias", "meu pai" ou "minha mãe" ou ainda "meu primeiro papagaio". Isso deve ter caído em desuso, até porque o Ibama não deixa mais ninguém ter papagaio em casa (o que me leva a uma breve reflexão: será que somos a última geração a contar piadas de papagaio?).&lt;br /&gt;Eu sei, tô dispersa hoje. Vamos voltar ao tema principal: a mocinha que faz aniversário hoje merece um post só para ela. Ainda não estou bem certa se isso é uma honra ou não, mas... Se ela fosse menos reservada (ou mais devassa), eu deixaria um depoimento no Orkut e tudo se resolveria. Só que a moça não trabalha com Orkut, não. Então aí vai.&lt;br /&gt;Quando eu era criança, ela achava que eu era uma espécie de boneca em carne viva. E por isso me pintava com todas as cores possíveis daqueles estojinhos de maquiagem para qualquer evento social, especialmente festa junina. Seguindo a mesma linha, não me deixava ir para a escola sem as benditas marias chiquinhas, muito bem presas com elásticos do aparelho ortodôntico. Puxava tanto que as pessoas me perguntavam se eu era japonesa...&lt;br /&gt;Depois, passeava na praia comigo e mostrava a sua veia filosófica, soltando pérolas como: "As ondas vêm e vão", e lançava um olhar misterioso como que me incitando a compreender a grande sabedoria daquela sentença definitiva.&lt;br /&gt;Ela tem um riso frouxo que caminha junto com a voz aguda e alta, o que sempre me fez acreditar que poderia ter sido uma grande cantora ou animadora de platéia, dependendo do momento para o qual a moda pendia. Tem aquele jeitinho meiguinho, mas que deixa transparecer uma safadeza genuína e inata. A conseqüência é que todo mundo ri quando ela profere piadas as mais infames. E, no meio das piadas infames, ela insere um comentário bem sofisticado, que é só para quem a conhece bem. Aí a gente ri por dentro.&lt;br /&gt;Ela também não gosta de atender o telefone e sente um inexplicável frio na espinha cada vez que ele toca. Em compensação, manda 20 e-mails por dia só para dar o ar da graça e saber se estamos todos bem. Acho que é porque nossa heroína é meio monotemática: só faz uma coisa por vez. Por isso a casa dela é toda arrumadinha, mas nem sempre super limpinha.&lt;br /&gt;A idiossincrasia máxima é que ela não gosta de acordar cedo, mas não deixa ninguém dormir depois do meio-dia. O resultado é que de certa feita ela foi trancada para fora de casa, afinal mexer com o sono alheio é sempre um comportamento de alto risco.&lt;br /&gt;Querida, feliz aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;........................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está chovendo. Toda vez que chove fico com vontade de protagonizar um daqueles filmes melancólicos em que a heroína lança um olhar lânguido pela janela, com sua beleza igualmente melancólica. Very romantic.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112365549749225248?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112365549749225248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112365549749225248' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112365549749225248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112365549749225248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/composio.html' title='Composição'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112319256206580940</id><published>2005-08-04T18:54:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T18:56:41.010-03:00</updated><title type='text'>Calada!</title><content type='html'>Não queria falar de política aqui, porque este blog obviamente não é para isso, mas não me agüentei e deixo um comentário bem elaborado e ruminado a respeito disso tudo: que merda!&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112319256206580940?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112319256206580940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112319256206580940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112319256206580940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112319256206580940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/calada.html' title='Calada!'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112301394705404001</id><published>2005-08-02T16:08:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T19:03:46.076-03:00</updated><title type='text'>Crítica Zero</title><content type='html'>Entre outras zilhões de definições possíveis, uma dá conta de que filosofia é pensamento crítico sobre o mundo e sobre a humanidade em geral. Passei bons anos dedicada a esse exercício (talvez o único exercício que realmente alguma vez pratiquei) e cheguei à conclusão de que ele só serve para zerar qualquer possibilidade de vida sexual, saudável ou não.&lt;br /&gt;Por isso, quando eu for presidente, vou proibir o espírito crítico, junto com a calça legging e o brinco de madrepérola. Ou será que isso já é ter espírito crítico?&lt;br /&gt;Enfim, enquanto não sou eleita para o cargo máximo da República, vou me esforçando para colocar em prática o projeto Crítica Zero no meu microcosmo. O problema é que o mundo em geral e a humanidade em particular conspiram contra ele. Vejamos: meu ideal, utópico, é conseguir ficar com qualquer um que tenha traços visíveis de masculinidade e algo entre 28 e 32 dentes (vocês estão vendo que já diminuí minhas demandas: antes eu exigia exatamente 32 dentes). O problema é que os heteros não estão colaborando. Por exemplo, numa baladinha eminentemente gay, como identificar os heteros? Algumas alternativas:&lt;br /&gt;1- Camisa para dentro da calça;&lt;br /&gt;2- Sapato feio;&lt;br /&gt;3- Camiseta da Lacoste;&lt;br /&gt;É óbvio que nada prova nada, ou seja, o cara pode estar com um sapato feio e a camisa Lacoste para dentro da calça e ainda assim ter traços invisíveis de masculinidade. Outro problema é o oposto do descrito acima: ele se declara hetero, mas não tem os tais traços visíveis. Aqui em São Paulo esse tipo é conhecido como paulistano pseudo-bicha. O típico é aquele sujeito que mora na Vila Madalena, faz ou fez alguma pós-graduação na ECA da USP, usa uns óculos modernosos e freqüenta o Espaço Unibanco - declaro aqui que freqüentar é mais do que ir ver um filme: o cara realmente marca com um amigo de tomar um café por lá. Há uns anos, o exemplar mais bem acabado dessa espécie usava boina. Isso parece que felizmente saiu de moda.&lt;br /&gt;O resumo da ópera é que definitivamente precisamos criar um símbolo que mostre quem é quem. Se você é hetero, pode fazer um gesto qualquer, como aquele cumprimento do Star Trek com os dedinhos separados de dois em dois, e aí já sabe com quem pode manter "intercursos". Sem isso, tornou-se quase impossível praticar o sexo casual sem ser obrigado a estabelecer aquela pré-conversinha mole. É o fim isso. O fim.&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que é estar em férias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1- Você não faz picas o dia inteiro e fica cansado;&lt;br /&gt;2- Não tem nenhum site de notícias gravado no histórico do seu computador;&lt;br /&gt;3- Você acha que beber todos os dias é parte de uma rotina suadável;&lt;br /&gt;4- Por alguma razão bizarra, você precisa ligar para o trabalho e descobre que não se lembra do número;&lt;br /&gt;5- Você vai conferir sua conta telefônica, vê uma ligação cara para um celular desconhecido, liga para saber de quem é e sua chefe atende.&lt;br /&gt;Viva as férias, minha gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112301394705404001?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112301394705404001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112301394705404001' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112301394705404001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112301394705404001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/08/crtica-zero.html' title='Crítica Zero'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112179902857511783</id><published>2005-07-19T14:22:00.000-03:00</published><updated>2005-07-20T23:12:31.846-03:00</updated><title type='text'>Numerologia de buteco</title><content type='html'>Diz minha mãe que de sete em sete anos nossa vida muda completamente. Não sei de onde ela tirou isso, mas fiquei tentando achar fatos que comprovassem a tese. Vejamos: aos sete anos a criança entra na escola "oficialmente", pronta para aprender de raiz quadrada a mitocôndria ou silepse de pessoa. Aos quatorze (apenas uma observação: tenho ódio mortal de quem escreve "catorze"... Urgh!), o rapazota ou a rapariga termina o ginasial (eu sou das antigas). Com 21 anos, se tiver rezado a cartilha direitinho, conclui a faculdade. Aos 28, leva um pé daquele namorado com quem estava havia... sete anos! Bom, vou ter que esperar um pouquinho mais para descobrir o que acontece aos 35, mas prometo voltar aqui para contar.&lt;br /&gt;Verdade ou mito, o fato é que encontrei uma outra conta que se encaixa nessa coisa do múltiplo de sete: desde que saí da casa dos meus pais, já morei com 21 pessoas diferentes. É um longo histórico de divisão de contas e de intimidade forçada com gente que não é parente e com quem você não mantém "intercursos". Teve de tudo, de obesa mórbida a aleijado, do casal que transava na sala com ruídos animalescos numa casa de tijolos baianos à psicopata que fez xixi no meu gaveteiro, como contei há alguns posts. A imensa maioria dessas pessoas é gente finíssima (a psycho do gaveteiro não está entre essas, claro), mas de perto ninguém é normal, né? Algumas pérolas, todas completamente fictícias, como sempre, para não melindrar ninguém:&lt;br /&gt;1- Obesa mórbida assume sua vida: conta para os outros que namora o seu namorado, que tem os seus pais, que estuda o que você estuda e assim por diante. Uma espécie de "Mulher Solteira Procura" com muitos quilos a mais;&lt;br /&gt;2- Rapaz se auto-convida para ocupar o quarto de empregada de seu apartamento grande (e caro). Logo passa a se comportar como o gerente do Bradesco: marca reuniões, envia a pauta por e-mail e depois manda a ata (isso mesmo: A T A) da reunião. Ganhou o merecido apelido de &lt;em&gt;corporate manager;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3- Rapaz precisa de um lugar para ficar por uns dias. Você diz: "Fica lá em casa. Pode ficar o quanto quiser". Rapaz passa a acreditar que o serviço é cama e mesa e tenta pular para a sua cama toda vez que a luz se apaga. Como assim????&lt;br /&gt;4- Você resolve descongelar a geladeira e deixa a porta do referido eletrodoméstico aberta. Um gato entra pela sua janela e come uns presuntos de uma roomate. A garota desenvolve a firme convicção de que foi você que comeu o tal presunto e passa três semanas sem olhar para a sua cara. Pergunto: por que, por que, meu Deus, eu comeria uns presuntos e deixaria uns restos roídos espalhados pelo chão da cozinha?&lt;br /&gt;5- Chinês que morou na casa há anos (vejam bem: A N O S!!!!) deixa umas caixas de papelão e a cada seis meses passa para conferir se as caixas ainda estão lá. Tal dia, nós, os então atuais moradores, resolvemos abrir as caixas: roupas velhas, livros, eletroportáteis semi-quebrados e... uma bandeja de ovos! Intacta!&lt;br /&gt;Mais uma vez: ai, que dor no peito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E mais uma vez com a sempre prestativa colaboração de &lt;a href="http://allthisjazz.blig.ig.com.br"&gt;All This Jazz&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112179902857511783?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112179902857511783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112179902857511783' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112179902857511783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112179902857511783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/07/numerologia-de-buteco.html' title='Numerologia de buteco'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112127883362762519</id><published>2005-07-13T14:29:00.000-03:00</published><updated>2005-07-13T16:21:58.283-03:00</updated><title type='text'>Nossos próprios avós</title><content type='html'>Não sei se é porque ainda não passei para o outro lado do balcão, mas sinto que hoje em dia os pais tendem a dar mais trabalho do que os filhos. Nós, os adultescentes na faixa dos 30, com uma margem de erro de 5 para baixo ou para cima, deixamos a maternidade de lado para nos tornarmos avós de nós mesmos: pais de nossos pais. Uma das explicações possíveis para isso é a tese do "pai constrói, filho destrói". O pai, no caso, são os avós, o filho, a geração dos nossos pais. Nesse ciclo, nos cabe construir novamente. Tá, chega de metáforas de engenharia civil.&lt;br /&gt;Enfim, vivemos essa contradição de chegar a avós de nós mesmos sem jamais termos chegado à vida adulta &lt;em&gt;as we know it&lt;/em&gt;. Deu para entender? Eu sei, é praticamente um processo parmenidiano: o ser, o não-ser etc. O clichê máximo da situação é o pai que vai chegando à velhice, pira e se enche de dívidas. Esse tipo de figura paterna é facilmente identificável por outras características básicas:&lt;br /&gt;1- a indefectível bermuda de pano que JÁ VEM ACOMPANHADA COM O CINTINHO DE ELÁSTICO (por quê, meu Deus? Por quê?);&lt;br /&gt;2 - a crença fervorosa do pai de que a casa pode ser toda mobiliada com móveis usados e equipada com aparelhos eletrônicos comprados do mostruário da loja - com desconto, claro, mas que infelizmente costumam ter "um defeitinho de nada" que impede seu pleno funcionamento;&lt;br /&gt;3- a incrível curiosidade do pai em relação ao salário do filho toda vez que tem a chance de perguntar, com gancho ou não. Pode ser algo como: "Passa o leite. Quanto vc ganha?";&lt;br /&gt;4- o processo de adolescentização se estende à terceira idade: o pai passa a viver num apartamento de um quarto, só usa bermuda e sua grande alegria é deixar a roupa espalhada pela casa;&lt;br /&gt;5- o pai, quando visita o filho em outra cidade, "esquece" estrategicamente a carteira em casa e faz o filho pagar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com a gentil colaboração da moça do blog &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://allthisjazz.blig.ig.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;allthisjazz.blig.ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112127883362762519?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112127883362762519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112127883362762519' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112127883362762519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112127883362762519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/07/nossos-prprios-avs.html' title='Nossos próprios avós'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-112044790768846321</id><published>2005-07-03T22:56:00.000-03:00</published><updated>2005-07-15T10:59:48.470-03:00</updated><title type='text'>Um hóspede muito louco!</title><content type='html'>É comum ouvir o quanto é bom tomar café-da-manhã em hotel. Então tá. Experimentem vocês passar três meses hospedada em hotel, pago pela "firrrrma", sem salário, sem dinheiro, sem pai nem mãe (tudo bem, essa parte é bacana). A tal hospedaria (sempre tudo muito fictício, é claro) abrigava principalmente executivos classe Z. Infelizmente, essa classe de senhores também gostava de moças, digamos, de vida mais tranqüila do que a minha (hipótese).&lt;br /&gt;Então, eu passava meu precioso tempo nessa digníssima estalagem assistindo ao circuito interno de televisão, que me dava uma ampla visão do sobe-e-desce dos tais executivos e suas acompanhantes. Infelizmente, parece que os responsáveis pela administração do estabelecimento tiveram a mesma idéia que eu e logo concluíram que aquela não era programação adequada a hóspedes em geral. Bloquearam o circuito interno. Grande tristeza.&lt;br /&gt;Assim, preenchia minha ociosidade prestando atenção em quem compartilhava comigo o desjejum: basicamente os tais executivos, onipresentes e já desfeitos de suas companhias, e pessoas "mais humildes", que estavam ali porque tinham sido escaladas para participar de um programa popular em uma rede de TV igualmente popular. A vida era assim: os populares maravilhados com tamanha fartura e a produtora do programa aflita para que largassem o rango o mais rápido possível para a gravação. Vez por outra alguma velhinha se rebelava e embolsava quantos iogurtes fosse possível.&lt;br /&gt;Minha estada teria se resumido a essas constatações não fosse por um episódio. Cheguei eu e fui fazer a inspeção padrão das instalações. Um quarto, uma cama grande de mola, um banheiro, com os apetrechos próprios, incluindo banheira, uma mini sala/cozinha com frigobar e uma mesinha. No meio disso tudo, uma porta. Abri. A porta dava para outra porta. Fechei. Não me preocupei em trancar. Big mistake.&lt;br /&gt;Quando tiraram de mim o educativo circuito interno de TV, passei a dormir mais cedo. Pelada. Outro grande erro.&lt;br /&gt;Tal noite, eu lá, apenas com os muitos quilos que adquiri depois que vim ao mundo, dormindo em toda a minha plenitude. Do alto do meu rapid eye movement, percebo um barulho. Sim, porque a sensação de perigo acorda até o sono dos bêbados.&lt;br /&gt;Levanto de supetão - pelada, lembrem-se.&lt;br /&gt;- Aaaaaaahhhhhhh!!!!!!&lt;br /&gt;Homem no escuro - Aaaaaaaaahhhhhh!!!!!!&lt;br /&gt;E sai correndo.&lt;br /&gt;Parece que o hóspede do quarto contíguo teve a mesma idéia brilhante de verificar o que havia por trás daquela porta no meio do quarto. Mal sabia ele...&lt;br /&gt;Socorro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-112044790768846321?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/112044790768846321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=112044790768846321' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112044790768846321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/112044790768846321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/07/um-hspede-muito-louco.html' title='Um hóspede muito louco!'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111983305216944718</id><published>2005-06-26T20:52:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T22:06:56.433-03:00</updated><title type='text'>Bandeiras aleatórias</title><content type='html'>Passei o dia deitada, sem pôr os pés para fora e lamentando sentir "dores" num dia de inverno com sol e sem nuvens. Comi, vi TV, comi, vi TV, chegou uma amiga, comemos, vimos TV. E, no final, fiquei impressionadíssima com minha própria capacidade de não pensar em absolutamente nada por um dia inteiro: não falei mal de ninguém, não emiti uma única opinião nem sobre a crise política nem sobre as roupas dos apresentadores da televisão, não pensei sobre o último livro que li, não refleti mais a respeito do documentário que vi ontem, não senti vontade de ligar para quem quer que seja para repercutir alguma fofoquinha do meu microcosmo.&lt;br /&gt;A vida anda pouco profícua em malditos momentos, o que torna a vida em si mais tranqüila, um grande baseado, mas compromete sobremaneira a existência deste blog. Por ora, deixo algumas bandeiras aleatórias pelas quais venho lutando com fervor:&lt;br /&gt;1- Pela extinção definitiva do Jorge Fernando (ou de qualquer outro ator com vínculos circenses);&lt;br /&gt;2- Pela instituição do movimento animalista, em contraposição a qualquer movimento humanista;&lt;br /&gt;3- A favor de que todos os documentários tenham meia hora a menos;&lt;br /&gt;4- Pelo fim de matérias do tipo "Qualquer coisa divide analistas";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em documentários... Vi ontem "Mentes e Corações", que trata da guerra do Vietnã e principalmente da construção do discurso norte-americano em relação a ela. Os jornais diziam que o filme teve uma influência importante para angariar adeptos contra a invasão dos americanos. Em outras palavras, que havia "provado" que os argumentos usados para justificar a guerra por sucessivos governos eram falsos.&lt;br /&gt;Há algum tempo, no auge da crise do Chávez, comentei com um amigo que eu não era capaz de ter uma percepção minimamente clara do que estava acontecendo na Venezuela, quem era o mocinho e quem era o bandido (tudo bem, eu sei, minha questão era maniqueísta e tacanha). Ele me disse que havia assistido a um documentário sobre o tema que "provava" que os adeptos de Chávez eram a camada mais pobre da população, enquanto os golpistas eram os donos dos meios de produção. OK, não vou entrar na discussão sobre a guerra do Vietnã nem sobre a crise na Venezuela, muito menos digredir sobre se ainda é possível falar em donos dos meios de produção sem corar.&lt;br /&gt;O "causo" é: como um documentário, um único documentário, é capaz de provar alguma coisa? A pergunta pode se estender a livros, teses... Enfim, esse foi meu momento reflexivo. Nada prova nada. Chega. Só para constar: pensei tudo isso ontem, já que hoje não pensei nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111983305216944718?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111983305216944718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111983305216944718' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111983305216944718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111983305216944718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/bandeiras-aleatrias.html' title='Bandeiras aleatórias'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111942473837532051</id><published>2005-06-22T03:33:00.000-03:00</published><updated>2005-07-15T11:02:22.356-03:00</updated><title type='text'>Sonhos sonhos são</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Primeiro sonho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A menina é amante do Tarcísio Meira. Imenso parêntesis: por que o Tarcísio Meira? Por quê, meu Deus? E por que amante?&lt;br /&gt;Enfim, ela é a amante do Tarcísio Meira e o Tarcísio Meira é um psicopata que já deu cabo de várias outras amantes. Quando a menina percebe isso, começa a fugir. A menina vê que já é tarde demais (não me perguntem por quê) e decide se entregar a ele enquanto pensa em como escapar daquela situação. O Tarcísio Meira Psicopata alcança a menina na entrada da aula de Lógica e a joga do terceiro andar. Durante a queda, várias outras amantes já devidamente assassinadas começam a mexer desordenadamente seus corpos disformes.&lt;br /&gt;Fim. Tudo bem, tem mais uma parte, na qual ele é a encarnação da Dona Morte, mas não sou capaz de narrar de modo cronológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo sonho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A menina está passando com uma amiga por trás da Casa das Rosas na av. Paulista. Lugar bucólico, agradável, não? Well, it depends...&lt;br /&gt;A menina vê surgir por detrás dos arbustos (pergunta que não que não quer calar: há arbustos na Casa das Rosas?) um dos mocinhos do Pet Shop Boys, o mudinho do teclado ao qual ninguém jamais prestou atenção.&lt;br /&gt;Enfim, ele as persegue até a casa de um casal amigo. Lá chegando, por algum mistério insondável, a menina decide que é preciso matar TODO MUNDO.&lt;br /&gt;Pega uma faca e começa o seu processo. Mata o mocinho do Pet Shop Boys e depois esfaqueia o casal de amigos. No meio da sangüeira, a amiga, sempre solícita, oferece: pega essa outra faca que é melhor. Oferta prontamente aceita.&lt;br /&gt;Serviço feito, a menina pensa: vamos todos para a balada. Chama um táxi (sempre o táxi...), entram a menina, a amiga e o amigo recém-esfaqueado.&lt;br /&gt;Menina: Mas fulano, vc não está morrendo?&lt;br /&gt;Fulano: Mas ainda dá tempo, a DJ é ótima!&lt;br /&gt;Menina acorda apavorada, com dor na consciência, e oferece um almoço para todos. Sem facas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111942473837532051?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111942473837532051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111942473837532051' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111942473837532051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111942473837532051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/sonhos-sonhos-so.html' title='Sonhos sonhos são'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111942183619552822</id><published>2005-06-22T03:24:00.000-03:00</published><updated>2005-06-22T18:29:07.726-03:00</updated><title type='text'>Hora de ir embora</title><content type='html'>Vc está na balada. Como saber a hora de partir?&lt;br /&gt;1 - Quando alguém passa a mão no seu cabelo e te chama de princesa;&lt;br /&gt;2 - Quando vc aceita a cantada da princesa;&lt;br /&gt;3- Quando vc troca o fermentado pelo destilado (porque sobe mais rápido);&lt;br /&gt;4- Quando vc começa a negociar com o caixa a forma de pagamento;&lt;br /&gt;Para reflexão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111942183619552822?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111942183619552822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111942183619552822' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111942183619552822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111942183619552822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/hora-de-ir-embora.html' title='Hora de ir embora'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111890010617135332</id><published>2005-06-16T02:23:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T02:35:52.000-03:00</updated><title type='text'>Je suis en retard</title><content type='html'>Apenas um comentário: tenho sempre a sensação de que estou atrasada no mundo.&lt;br /&gt;É assim: eu estudava num colégio de freiras no qual estava embutida a Primeira Comunhão. Justamente no ano em que seria a minha vez de participar das aulas de catecismo, decidiram que aquilo era muito retrógrado e que, quem quisesse ter a honra, que procurasse uma igreja de verdade. E assim eu jamais soube o gosto de uma hóstia. Tudo bem, eu tentei, fui à tal igreja de verdade, mas desisti porque a menina que estava do meu lado coçava a cabeça sem parar (e sabe-se pelo post anterior que não gosto muito de piolhos).&lt;br /&gt;Depois teve a faculdade: até o ano em que eu entrei, as faculdades estaduais de São Paulo viviam épocas gordas. Tinha bolsa para todo mundo e uma boa graninha para congressos e publicações. Justamente na minha vez resolveram acabar com a mamata. Nada de dar dinheirinha para a classe média folgada desse país que se mete a estudar filosofia.&lt;br /&gt;Em seguida veio o jornalismo: pelo que sei, entrei (ou entraram comigo) no jornalismo no pior ano para os veículos de comunicação - 2001. Época de quebradeira geral, grandes cortes, salários em baixa.&lt;br /&gt;Só sei que pago INSS e uma previdência privada por puro desencargo de consciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111890010617135332?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111890010617135332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111890010617135332' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111890010617135332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111890010617135332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/je-suis-en-retard.html' title='Je suis en retard'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111889415639488558</id><published>2005-06-16T00:33:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T01:16:58.673-03:00</updated><title type='text'>Maldito momento perebento</title><content type='html'>Primeiro ano de faculdade, a menina ainda fresquinha, 17 anos... Vai com os amigos para a praia, sem grana (lá como cá...). Aí, para caber no orçamento, decidem acampar. Apenas uma pausa para reflexão: quem foi o gênio que inventou que uma lona armada pode servir de abrigo para quem quer que seja?&lt;br /&gt;Enfim, dias na praia, banhos frios, rolando na areia com moços diversificados...&lt;br /&gt;Volta para a "cidade grande" pronta para enfrentar de Parmênides a Habermas com rara desenvoltura... Encontra um bom moço, bonito, bem fornido, cabelo cheio, dentista, na categoria "mais velho" (devia ter uns 24 anos, se bem me lembro, mas na época era "mais velho"). Inicia-se um pas de deux muito promissor. Aí começa a coceira: dos pés à cabeça. E coça daqui e coça dali.&lt;br /&gt;Sem experiência no assunto, a menina vai para a casa da mãe. A irmã, com um olho daqueles, detecta: lêndea! E todo pobre sabe que onde tem lêndea tem piolho. Bom, fazer o quê? A menina tira uns dias de folga, passa o pente fino e se livra dos animaizinhos sanguessugas. Volta para a faculdade, mas uma pulga ainda fica atrás da orelha (literalmente): todo o corpo coça!&lt;br /&gt;Vai ao médico. Alergia, diz ele. Passa pomadinha. Banho quente e pomadinha. E a coceira só faz aumentar. E continua o romance com o dentista de cabelos fartos. E nada de a coceira passar. Segundo médico, que se recusa a pôr a mão na menina.&lt;br /&gt;O médico: Coça aqui?&lt;br /&gt;A menina: Coça.&lt;br /&gt;O médico: Coça ali?&lt;br /&gt;A menina: Coça.&lt;br /&gt;O médico: Coça acolá?&lt;br /&gt;A menina: Coça.&lt;br /&gt;O médico: Isso tem nome.&lt;br /&gt;A menina: É mesmo? Qual?&lt;br /&gt;O médico: Escabiose.&lt;br /&gt;A menina: ?????&lt;br /&gt;O médico: É sarna.&lt;br /&gt;A menina: !!!!!!!&lt;br /&gt;Mais uns dias de folga, e trata que trata e volta para a faculdade. E aí o momento fatal: tem que contar para o jovem que teve piolho e sarna, afinal ele pode ter pego também.&lt;br /&gt;O dentista liga: Tô com saudade, blá, blá, blá, vamos sair?&lt;br /&gt;Acuada, a menina fala: Olha, vc não está sentindo uma coceira assim assado?&lt;br /&gt;Dentista: É, achei esquisito...&lt;br /&gt;Menina: Então...&lt;br /&gt;E assim morre um romance. Com piolho e sarna. Pena, rapaz tão promissor...&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111889415639488558?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111889415639488558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111889415639488558' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111889415639488558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111889415639488558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/maldito-momento-perebento.html' title='Maldito momento perebento'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111836810796247601</id><published>2005-06-09T22:44:00.000-03:00</published><updated>2005-06-09T22:48:27.966-03:00</updated><title type='text'>Natimorto</title><content type='html'>Esse blog acaba de acabar, vai morrer anjinho. Natimorto. Fui ver o saldo da minha conta hoje, tive aquele estranhamento: sei que a coisa está mal, mas não era para estar tããããão mal assim. Comecei a conferir. Achei um cheque de R$ 585. R$ 585? Como assim? Passei em revista todas as despesas: aluguel, condomínio, TV a cabo, internet, faxineira, telefone, luz, gás... Não, nada desse valor...&lt;br /&gt;Cheguei em casa e fui procurar o canhoto do talão. O tal cheque era de R$ 15,50! Para um táxi! A história ainda não tem um desfecho, mas esse blog, sim. Não dá, energia negativa, maus fluidos, aura escura. Qualquer desses esoterismos aí... Maldito momento!&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111836810796247601?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111836810796247601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111836810796247601' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111836810796247601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111836810796247601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/natimorto.html' title='Natimorto'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111829195421892834</id><published>2005-06-09T01:17:00.000-03:00</published><updated>2005-07-14T17:19:51.173-03:00</updated><title type='text'>Manhã de segunda</title><content type='html'>Sou fã dos clichês. Tanto que, assim que conseguir ser um pouco mais do que uma analfabeta funcional do mundo tecnológico, vou colocar um link para o site do homem-chavão &lt;a href="http://www.homemchavao.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Pois bem, diz o clichê que a manhã de segunda só perde para o domingo à noite na categoria maldito momento.&lt;br /&gt;Manhã de segunda, esse maldito momento, e eu tinha uma aula chatérrima com um professor psicopata no primeiro horário. O despertador tocou, eu me arrastei até ele, olhei pela janela. Chuva, muita chuva. Frio, muito frio. Arrastei meus grilhões até o banheiro, tomei um banho rápido e vesti um jeans velho e puído, para combinar com o humor do dia.&lt;br /&gt;É impossível explicar o que significa a chuva quando se estuda da Unicamp. É o final dos tempos, lama por todo o lado, caos, apocalipse... Cheguei à faculdade com esse cenário. Desci do ônibus e mirei os dois caminhos possíveis para chegar onde eu tinha de ir: duas poças de lama me encaravam, ameaçadoras. Mirei, respirei e escolhi a que me parecia menos assassina.&lt;br /&gt;Comecei caminhando lentamente, até que, no meio da poça, afundei. Mas afundei MESMO, até o meio da canela. Aí comecei a patinar. Patinei, patinei, patinei... E o fim estava dado: cabof no chão. De bunda, que é mais gostoso.&lt;br /&gt;Pausa&lt;br /&gt;Bom, o dia estava perdido. Levantei e voltei lentamente ao ponto de ônibus, com os pés pesados e um grande círculo de lama na bunda. Sentei no banco do ponto e peguei um gravetinho para tentar tirar um pouco da lama dos pés. No que pus o pé em cima da perna para fazer o "selviço", minha calça, cansada de guerra, rasga da virilha até o joelho.&lt;br /&gt;Entro no ônibus enlameada, rasgada e chorando, claro. Uma mulher ficou me olhando, com pena. Achei que ela ia atirar uma moeda. Não atirou, unfortunately.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111829195421892834?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111829195421892834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111829195421892834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111829195421892834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111829195421892834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/manh-de-segunda.html' title='Manhã de segunda'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111820824590146102</id><published>2005-06-08T01:56:00.000-03:00</published><updated>2005-06-08T02:30:30.373-03:00</updated><title type='text'>Quase</title><content type='html'>Estava quase quieta no meu canto hoje. Quase. Quase. Aí chegaram os amigos e acenderam o espírito adolescente (quase) adormecido. É um pequeno demônio para o qual precisamos encontrar um nome bem grego.&lt;br /&gt;Combinamos de ver o filme novo do Woody Allen. No fim, fomos todos vencidos ou bem pelo álcool ou bem pela rinite...&lt;br /&gt;Até que o amigo mais demoníaco acabou me lembrando da história mais demoníaca.&lt;br /&gt;Formatura do técnico. Técnico em Mecânica, é bom lembrar. 45 alunos. 7 mulheres. 38 homens (ou quase). Das sete mulheres, quatro já estavam "arranjadas": namorando, noivas ou etc. (qualquer que seja o etc.). E eu estava lá. Lá como cá, meio assim, meio bêbada... O suficiente para ser democrática mas não o suficiente para causar pena (eu acho).&lt;br /&gt;Enfim... Botei uma bela roupa, para ninguém botar defeito: uma blusa semi-transparente e uma saia preta longa, longuíssima, mas com seu detalhe sensual: uma fenda profunda - próóóóófunda - nos bastidores.&lt;br /&gt;Tudo fazendo muitíssimo sucesso (ou não) de forma discreta (ou não!). Dado o avançado da hora, decido que é hora de dançar com rara desenvoltura. Suspendo saia. Suspendo mesmo. Juro que senti um ventinho nos fundilhos, mas não atinei. Só dancei.&lt;br /&gt;Infelizmente, isso impediu registros do final da festa  nas fitas de vídeo . Só da banda. O resto da fita foi queimado porque minha bunda era onipresente. Deprimente.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111820824590146102?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111820824590146102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111820824590146102' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111820824590146102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111820824590146102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/quase.html' title='Quase'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111776883842071726</id><published>2005-06-03T00:20:00.000-03:00</published><updated>2005-06-03T02:01:12.500-03:00</updated><title type='text'>Maldito momento por excelência - A Revanche</title><content type='html'>Este post é a generosa contribuição da co-fundadora deste blog. Assim que descobrirmos qual é o mecanismo secreto que permitirá a ela circular com rara desenvoltura neste espaço, ela poderá publicar seus próprios momentos malditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;48 horas de um inferno astral (e nem está perto do meu aniversário)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Domingo: Para criar um clima, aluguei um dvd de comédia romântica. Deu errado. Terminei "discutindo a relação" e chegando à conclusão que não tenho planos futuros com ele e também não me vejo sem ele. Enfim, pânico! No momento, meu único projeto de vida é fazer uma escova progressiva.&lt;br /&gt;Domingo à tarde fui almoçar com a minha melhor amiga. Encomendamos o almoço e, quando chegou o entregador, descobrimos que não tínhamos dinheiro para pagar a conta e eles não aceitavam cheque. Desespero. Fuçando bolsas e bolsos durante 15 minutos _o entregador na porta esperando sem nos dar a quentinha_ descobrimos um ticket refeição salvador de R$ 3 e mais várias moedas de R$ 0,05 (humilhação) que completaram a conta. Domingo à noite, vagando sem dinheiro atrás de um caixa eletrônico, terminei no meio da parada gay na av. Paulista. Depois de sacar dinheiro, o único hetero num raio de km tentou me beijar. Não estava a fim, mas mesmo que estivesse, teria perdido a oportunidade porque tropecei num gogo boy de asinha de anjo que dançava Xuxa e se atracava com um um gay gringo.&lt;br /&gt;Segunda: perdi o celular no táxi de manhã. À noite, no mesmo dia, perdi casaco, livros e guarda-chuva em outro táxi. E não é só isso: queimei as panquecas no jantar, salguei o arroz, a torneira da cozinha quebrou, a lâmpada da sala queimou, escorreguei carregando um balde na cozinha, levei um tombo e, por causa disso, machuquei o pé e molhei a escova que tinha acabado de fazer. Socorro!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111776883842071726?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111776883842071726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111776883842071726' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111776883842071726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111776883842071726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/maldito-momento-por-excelncia-revanche.html' title='Maldito momento por excelência - A Revanche'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111774957942274312</id><published>2005-06-02T18:50:00.000-03:00</published><updated>2005-06-02T20:03:25.556-03:00</updated><title type='text'>Where are they?</title><content type='html'>As mulheres lutaram tanto pela igualdade dos sexos que acabaram conseguindo. Infelizmente, o feitiço deu meio errado, já que, aparentemente, somos apenas aprendizes na bruxaria. Conquistaram o tão desejado espaço, mas exterminaram os homens com traços visíveis de masculinidade. E antes que uma leitora crítica deste blog diga que só falo de homens e namorados, já vou avisando: não tem ex-namorado nessa história.&lt;br /&gt;Não estou falando dos homens que eu porventura poderia vir a "papar", já que, para isso, não exijo mais traços visíveis de masculinidade. Já repeti inúmeras vezes que basta ter 32 dentes que tá valendo.&lt;br /&gt;Bom, a conclusão a respeito da inexistência dos tais traços me veio hoje. Meu amado São Paulo Futebol Clube está tratorando todo mundo na Libertadores e decidi que vou assistir ao jogo das semifinais no Morumba. Pensei: vou chamar um amigo. Começo a repassar mentalmente os amigos e chego à conclusão que não tem um p... que toparia o "pograma". Em compensação, pelo menos duas amigas me acompanhariam de bom grado. Ou seja: só tenho amigas com traços visíveis de masculinidade.&lt;br /&gt;Para reflexão: será que é por isso que os estádios esvaziaram? Que crise do futebol, qual o quê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111774957942274312?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111774957942274312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111774957942274312' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111774957942274312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111774957942274312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/where-are-they.html' title='Where are they?'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111767116617722267</id><published>2005-06-01T20:41:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T21:12:46.180-03:00</updated><title type='text'>Desventuras habitacionais</title><content type='html'>A menina aporta em São Paulo e começa a agradável tarefa de procurar um cantinho para chamar de seu. Procura daqui, procura dali e acaba achando uma mulher que quer dividir o apê - a Outra. A Outra é mais velha, casada, com filhos... A família da Outra mora toda em outra cidade, uma dessas em que todo mundo é alcoólatra e tem uma pickup (tudo bem, a parte de ser alcoólatra é legal...).&lt;br /&gt;A menina se muda para a casa da Outra. O clima não é exatamente super amigável, mas vai indo, razoavelmente cordial. O apê tem dois quartos e meio: a menina ocupa um, a Outra outro e o quartinho fica vago, mas é constantemente ocupado pela família da Outra, inclusive o irmão, que tem a chave e circula livremente pela casa.&lt;br /&gt;Bom, se tem liberdade para trazer gente em casa, tem liberdade para todo mundo, certo? Não, é c l a r o que não... Tal dia Namorado vem visitar a menina e fica, vai ficando, vai ficando... A Outra está v i s i v e l m e n t e incomodada. A menina dá uma de Joana-sem-braço... E assim as coisas caminham.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, a menina e o Namorado saem para uma baladinha e voltam para casa de madrugada. A menina: "Bom, vou tomar meu banho revigorante". E vai atrás de uma peça íntima no gaveteiro de plástico, já que a menina é pobrinha e não tem móveis de verdade. Pega sua peça... Está molhada... Cheira...&lt;br /&gt;- Aaaaaaaaaaaaai!!!!! (grito ancestral) Xixi!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;O gaveteiro estava todo mijado. A dúvida paira: não foi a menina, não foi o Namorado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111767116617722267?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111767116617722267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111767116617722267' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111767116617722267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111767116617722267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/desventuras-habitacionais.html' title='Desventuras habitacionais'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111766691029184555</id><published>2005-06-01T19:57:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T21:18:54.716-03:00</updated><title type='text'>Maldito momento por excelência</title><content type='html'>Ex-namorado aborrecido manda e-mail enigmático para ex-namorada. Algum blá, blá, blá e a sentença final: "Intuo que você está se precipitando num buraco negro". Ex-namorada lê, franze o cenho, sai do trabalho e vai para casa.&lt;br /&gt;Porteiro do prédio - Cortaram a luz do seu apartamento.&lt;br /&gt;Ex-namorada - ??????&lt;br /&gt;Porteiro entrega carta da companhia de energia: devido ao não-pagamento de uma conta de X meses atrás, estamos interrompendo o fornecimento de energia no seu endereço.&lt;br /&gt;Ex-namorada pega o elevador, abre a porta de seu apartamento e... Lá está o buraco negro. Medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre poderia ser pior: um amigo de uma amiga perdeu o emprego, teve que devolver o carro, tomou um pé-na-bunda da namorada e foi operado de apendicite.&lt;br /&gt;Dor no peito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111766691029184555?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111766691029184555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111766691029184555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111766691029184555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111766691029184555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/06/maldito-momento-por-excelncia.html' title='Maldito momento por excelência'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111743243643614895</id><published>2005-05-30T02:46:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T03:03:52.513-03:00</updated><title type='text'>Adolescentização</title><content type='html'>1- Você só anda em bando?&lt;br /&gt;2- Você tem uma melhor amiga?&lt;br /&gt;3- Você "gosta de um menino"?&lt;br /&gt;4- Você não tem bens imóveis?&lt;br /&gt;5- Você não dirige?&lt;br /&gt;6- Você não é casado nem tem filhos?&lt;br /&gt;7- Você "fica" na balada?&lt;br /&gt;8- Você vai para a balada toda semana?&lt;br /&gt;9- Você está planejando ir para a Europa quase sem dinheiro?&lt;br /&gt;10- Você bebe e dá trabalho para os amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se respondeu afirmativamente a pelo menos três das perguntas acima, você definitivamente está num processo irreversível de adolescentização. E não interessa quantos livros você lê nem quantos idiomas fala.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111743243643614895?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111743243643614895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111743243643614895' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743243643614895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743243643614895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/05/adolescentizao.html' title='Adolescentização'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111743096034490663</id><published>2005-05-30T02:23:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T02:36:43.633-03:00</updated><title type='text'>Achados e perdidos</title><content type='html'>Casal de Namorados vai passar o feriado em São Paulo. Bar, álcool fermentado. Casa de amigos, álcool destilado. Namorado apaga no chão da sala. Namorada fica bêbada acordada. Muitas garrafas depois, ambos cambaleiam até o metrô. A intenção primeva é ir para a casa da mãe da Namorada, em outra cidade. Namorada chega na casa da mãe. Mãe para Namorada: "Cadê o Namorado?". Namorada: "É mesmo. Cadê o Namorado?". Namorado foi esquecido no metrô. A mala, felizmente, veio.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111743096034490663?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111743096034490663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111743096034490663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743096034490663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743096034490663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/05/achados-e-perdidos.html' title='Achados e perdidos'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111743027923394565</id><published>2005-05-30T02:12:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T02:37:46.523-03:00</updated><title type='text'>Balada pré-histórica</title><content type='html'>Famosa casa noturna paulistana no meio do feriado. Muitos mililitros etílicos correndo no sangue de todo mundo. Rapaz bombadão, prognata (mais conhecido como caixa registradora), assedia menina de maneira irracional. A menina se esquiva. Prognata bombadão a encurrala. A menina se assusta, mas sua agilidade é seriamente comprometida pelo álcool circulante. Amigo da menina chega para salvá-la. Num ímpeto pré-histórico, agarra-a pelo cabelo e sai arrastando a menina assim por toda a casa.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111743027923394565?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111743027923394565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111743027923394565' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743027923394565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111743027923394565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/05/balada-pr-histrica.html' title='Balada pré-histórica'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13270877.post-111742845029690889</id><published>2005-05-30T01:39:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T18:37:42.156-03:00</updated><title type='text'>Presepadas filosóficas</title><content type='html'>Coisas que só podem acontecer num curso de filosofia.&lt;br /&gt;Situação 1 - aluna A estuda Schopenhauer, aluno B estuda Kierkegaard. Haverá um seminário para alunos e, pela programação, aluna A e aluno B estão na mesma mesa. Tentando entender a lógica da escolha, aluna A procura a organizadora do evento, também uma aluna, aqui identificada como aluna C. Pois bem, aluna C esclarece: "Coloquei vocês na mesma mesa porque Schopenhauer e Kierkegaard estão no mesmo volume dos Pensadores". E assim a Abril pautou a academia pela primeira vez em sua existência.&lt;br /&gt;Situação 2 - aluno apresenta seminário sobre Platão num curso de história da filosofia antiga. O aluno obviamente não fez o dever de casa e se dedica à arte milenar (e infrutífera) de tentar enrolar o mestre. Pelas tantas, solta o verbo: "Nesse ponto, parece que Platão foi influenciado por Descartes". E assim mostrou-se que Platão era um homem realmente muito à frente de seu tempo.&lt;br /&gt;Ai, que dor no peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13270877-111742845029690889?l=malditomomento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://malditomomento.blogspot.com/feeds/111742845029690889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13270877&amp;postID=111742845029690889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111742845029690889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13270877/posts/default/111742845029690889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://malditomomento.blogspot.com/2005/05/presepadas-filosficas.html' title='Presepadas filosóficas'/><author><name>Miserê</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
